Experimente aprender a amar...
Sinta o coração bater acelerado, as mãos ficarem frias e tremulas, note que sempre haverá algo que vai lembrar ele...
Experimente amá-lo...
Acorde e fique feliz apenas por ele existir, se arrume mais, viva cada momento com toda a intensidade do mundo...
Experimente viver o amor...
Apresente-o ao seu mundo e deguste o dele, entre na família, o torne parte da sua, faça planos pro futuro...
Experimente sofrer por amor...
Chore um pouco, brigue por bobagens, tenha ciúme de amigas...
Experimente admitir que acabou o amor...
Arrume desculpas e defeitos, ache-o feio, levante a cabeça, se sinta auto suficiente...
Experimente brincar com amor...
Saia toda sexta, sábado e domingo, ligue pra antigos amigos, saia com pessoas das quais o nome você nunca lembrara...
Experimente sentir falta de amar...
Note que os seus amigos estão amando, veja que às vezes é bom conversar sobre besteiras que só tem graça por amor, conheça e viva alguém que você nunca esperava...
Experimente aprender a amar...
domingo, 30 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Iria morrer, depois de anos trabalhando no mesmo lugar, me doando a homens e mulheres, iria morrer;
Trajada com o vestido vermelho, notei que aquele doutorzinho de merda comia as minhas pernas grossas e esquecia da minha morte, puta não devia morrer;
Sai atordoada, procurei um cigarro, nada, procurei dinheiro, nada, prostituta, falida e moribunda;
Voltei pra pensão só pensava em dormir mais não conseguia, chorei, ou melhor, tentei chorar, tomei alguns calmantes, apagada;
Levantei eram 22:15, blusa branca, saia preta, assim iria facilitar, sempre facilita, na esquina comum de toda uma vida, fiz cinco programa, naquele fim de noite fazia frio, um frio diferente;
Já eram 4:42 e eu voltava pra casa, voltava pro meu túmulo, esquina escura, senti uma mão tapando a minha boca, os braços firmes me empurrando contra a parede, uma dor terrível nas costelas, pensei em gritar, um murro perto do nariz, o sangue já escorria pelo rosto, ao puxar meu cabelo cai no chão, abriu as minhas pernas, me comeu ali mesmo, só pensava no que diriam de mim, o estupro de uma puta;
Tava escuro, chovia pouco, era claro quando ele me viu, um nojo nos seus olhos, 04 de Março de 1983, ele só tinha 16, escolheu os amigos errados, uma prova errada, a puta era sua irmã, a puta errada ele gritou, falso moralista, um tiro na cabeça, duas mortes, um erro;
Meu sangue lavou as calçadas daquela madrugada fria, sem filhos, sem amores, sem nada, puta, fria, morta.
Trajada com o vestido vermelho, notei que aquele doutorzinho de merda comia as minhas pernas grossas e esquecia da minha morte, puta não devia morrer;
Sai atordoada, procurei um cigarro, nada, procurei dinheiro, nada, prostituta, falida e moribunda;
Voltei pra pensão só pensava em dormir mais não conseguia, chorei, ou melhor, tentei chorar, tomei alguns calmantes, apagada;
Levantei eram 22:15, blusa branca, saia preta, assim iria facilitar, sempre facilita, na esquina comum de toda uma vida, fiz cinco programa, naquele fim de noite fazia frio, um frio diferente;
Já eram 4:42 e eu voltava pra casa, voltava pro meu túmulo, esquina escura, senti uma mão tapando a minha boca, os braços firmes me empurrando contra a parede, uma dor terrível nas costelas, pensei em gritar, um murro perto do nariz, o sangue já escorria pelo rosto, ao puxar meu cabelo cai no chão, abriu as minhas pernas, me comeu ali mesmo, só pensava no que diriam de mim, o estupro de uma puta;
Tava escuro, chovia pouco, era claro quando ele me viu, um nojo nos seus olhos, 04 de Março de 1983, ele só tinha 16, escolheu os amigos errados, uma prova errada, a puta era sua irmã, a puta errada ele gritou, falso moralista, um tiro na cabeça, duas mortes, um erro;
Meu sangue lavou as calçadas daquela madrugada fria, sem filhos, sem amores, sem nada, puta, fria, morta.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Acho que tinha uns quinze anos, meus amigos falavam daquela noite como se fosse a última de suas vidas eu não estava nem um pouco interessado em fantasias, melodias, pornografias;
Gostava dos meus carrinhos, da minha coleção de selos, dos domingos da missa;
Mais fui, fui como um cachorro preso que preferiria o quente dos tapetes velhos, aos passeios noturnos da grande cidade;
Sentei-me ao canto, observei todo aquele acontecimento normal pra minha idade, mas que me encomodava, que me frustrava muito, até que sai, la fora reencostado numa pedra acendi um cigarro, dei um gole na minha coca-cola e vi o andar, andar doce, ao longe parecia um anjo, parecia flutuar;
Sensação esquisita senti um calafrio correr todo o meu corpo, as pernas estavam levemente bambas, meu coração acelerado, eu não era mais um menino, meninos é que sentem isso, já tinha quinze era um homem e meu anjo ali;
Ficaria a noite toda preso naquele andar, pensei na minha mãe, nas lições do catecismo, nos amores impossíveis dos romances lidos no colégio, por um instante fechei os olhos e senti ele perto de mim, senti uma vontade tomar conta de tudo, e de repente o medo, era um pecado, um erro...
Mais um trago no cigarro, último gole daquela coca-cola, levantei-me, enxuguei o rosto molhado de suor e parti, parti como uma criança boba, dentro da festa, meus amigos divertiam-se ao som das baladas que esquentavam aquela década de 70 e eu pensava no meu anjo;
Nunca mais o vi, nunca esquecerei o garoto de cabelos negros e de olhos verdes, meu anjo que flutuou pra longe me trazendo a certeza de quem eu sou.
Gostava dos meus carrinhos, da minha coleção de selos, dos domingos da missa;
Mais fui, fui como um cachorro preso que preferiria o quente dos tapetes velhos, aos passeios noturnos da grande cidade;
Sentei-me ao canto, observei todo aquele acontecimento normal pra minha idade, mas que me encomodava, que me frustrava muito, até que sai, la fora reencostado numa pedra acendi um cigarro, dei um gole na minha coca-cola e vi o andar, andar doce, ao longe parecia um anjo, parecia flutuar;
Sensação esquisita senti um calafrio correr todo o meu corpo, as pernas estavam levemente bambas, meu coração acelerado, eu não era mais um menino, meninos é que sentem isso, já tinha quinze era um homem e meu anjo ali;
Ficaria a noite toda preso naquele andar, pensei na minha mãe, nas lições do catecismo, nos amores impossíveis dos romances lidos no colégio, por um instante fechei os olhos e senti ele perto de mim, senti uma vontade tomar conta de tudo, e de repente o medo, era um pecado, um erro...
Mais um trago no cigarro, último gole daquela coca-cola, levantei-me, enxuguei o rosto molhado de suor e parti, parti como uma criança boba, dentro da festa, meus amigos divertiam-se ao som das baladas que esquentavam aquela década de 70 e eu pensava no meu anjo;
Nunca mais o vi, nunca esquecerei o garoto de cabelos negros e de olhos verdes, meu anjo que flutuou pra longe me trazendo a certeza de quem eu sou.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
- Bonito?
- sim, um pouco
- inteligente?
- o suficiente pra me fazer rir...
- romantico?
- não sei, não sei mesmo, parece ser, não posso afirmar...
- então pra que tudo isso?
- de repente eu me vi muda, meu coração batia acelerado parecia um tambor ou sei la o que, me incomodou ao ponto de que eu queria chorar sabe, queria voar em seu percoço e ele nem me viu, nunca nem notou que meus olhos tinham a mesma cor dos dele, que tinhamos o mesmo gosto musical, uma maneira parecida de vê o mundo, não, não... ele não notou, não viu nada, passou sorrindo, passou feliz, e eu fiquei ali muda, triste, eu nem sabia o por que, so sabia que sentia.
- sim, um pouco
- inteligente?
- o suficiente pra me fazer rir...
- romantico?
- não sei, não sei mesmo, parece ser, não posso afirmar...
- então pra que tudo isso?
- de repente eu me vi muda, meu coração batia acelerado parecia um tambor ou sei la o que, me incomodou ao ponto de que eu queria chorar sabe, queria voar em seu percoço e ele nem me viu, nunca nem notou que meus olhos tinham a mesma cor dos dele, que tinhamos o mesmo gosto musical, uma maneira parecida de vê o mundo, não, não... ele não notou, não viu nada, passou sorrindo, passou feliz, e eu fiquei ali muda, triste, eu nem sabia o por que, so sabia que sentia.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
São exatamente 23:15 e me deparo com a duvida de recordar uma palavra, uma palavra dita a muito tempo e que hoje é de grande importância.
Tento me lembrar do fim, o começo ta sempre me escapando, a palavra ta ali no meio, já faz tanto tempo...
Revirei cartas, li gavetas, pensei loucamente em ligar pra amigos, gritar pra alguém quem sabe, mais quem?
Trabalhar. é trabalhar seria uma boa saída, são tantos os projetos em cima da minha mesa, nada faz sentido, falta ela lendo um livro, fumando aquele cigarro nojento.
Ela! é, ela deve saber, 23:45, tenho que correr, pensei no carro não lembrei onde pus as chaves, assim descalço, com os cabelos desarrumados, assim cru, corri 5 ruas, como um louco, como um bobo.
Corri, corri, parei. Velho portão azul, campainha, ela.
-O que foi?
-Ah, que bom, obrigado...
- O que foi?
- Saudade. Eu sabia que só você sabia.
Tento me lembrar do fim, o começo ta sempre me escapando, a palavra ta ali no meio, já faz tanto tempo...
Revirei cartas, li gavetas, pensei loucamente em ligar pra amigos, gritar pra alguém quem sabe, mais quem?
Trabalhar. é trabalhar seria uma boa saída, são tantos os projetos em cima da minha mesa, nada faz sentido, falta ela lendo um livro, fumando aquele cigarro nojento.
Ela! é, ela deve saber, 23:45, tenho que correr, pensei no carro não lembrei onde pus as chaves, assim descalço, com os cabelos desarrumados, assim cru, corri 5 ruas, como um louco, como um bobo.
Corri, corri, parei. Velho portão azul, campainha, ela.
-O que foi?
-Ah, que bom, obrigado...
- O que foi?
- Saudade. Eu sabia que só você sabia.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
E quando ele se foi senti o desejo dentro de mim, parecia que ele estava ali, forte.
Havia tomado um, dois, três banhos, ainda conseguia enxergar suas mãos abrindo as minhas pernas, invadindo o meu mundo não tão secreto, mais ainda sim meu; homem.
Meu príncipe era um ordinário plebeu, chegou ganhando espaço, um charme que brotava dos seus profundos olhos castanhos, tomou-me a mão, em troca dei-lhe uma contra dança, em troca dei-me.
Foram poucas as palavras, sua boa quente marcava a minha nuca, era um erro, era bom.
Mãos grossas, mãos firmes, agarraram os meus cabelos, desenhou com as pontas geladas dos seus dedos todo o meu ser.
Hálitos quentes, gemidos fortes, parede e chão, eu deveria parar, eu conseguiria parar, mais eu não queria e de repente parou, ele havia despejado todas as suas intenções dentro de mim, vestiu-se, atacou os sapatos, sobre a camisa de linho branco, um smoking negro, um beijo na testa e o vazio daquele aposento.
Só na escuridão daquele quarto, eu estava nua, crua e só.
- e como se chamava?
- não sei. Só lembro dos seus profundos olhos castanhos.
Natália Rafaela.
Havia tomado um, dois, três banhos, ainda conseguia enxergar suas mãos abrindo as minhas pernas, invadindo o meu mundo não tão secreto, mais ainda sim meu; homem.
Meu príncipe era um ordinário plebeu, chegou ganhando espaço, um charme que brotava dos seus profundos olhos castanhos, tomou-me a mão, em troca dei-lhe uma contra dança, em troca dei-me.
Foram poucas as palavras, sua boa quente marcava a minha nuca, era um erro, era bom.
Mãos grossas, mãos firmes, agarraram os meus cabelos, desenhou com as pontas geladas dos seus dedos todo o meu ser.
Hálitos quentes, gemidos fortes, parede e chão, eu deveria parar, eu conseguiria parar, mais eu não queria e de repente parou, ele havia despejado todas as suas intenções dentro de mim, vestiu-se, atacou os sapatos, sobre a camisa de linho branco, um smoking negro, um beijo na testa e o vazio daquele aposento.
Só na escuridão daquele quarto, eu estava nua, crua e só.
- e como se chamava?
- não sei. Só lembro dos seus profundos olhos castanhos.
Natália Rafaela.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
E de repente a tristeza.
Entrou invadindo minha casa, se instalando no meu quarto, mil tentativas nulas de fuga, se apoderou de mim; um ser alto de longos cabelos cacheados, uma voz firme, um intelecto fascinante, era a minha tristeza; mais um copo de uísque.
À noite ia se esquivando, correndo atrás de uma saída desesperada de não vê meu rosto encosto um colchão velho na janela com a esperança de dar de cara com o escuro que só eu enxergava; mais um dia, mais uma garrafa.
Deitada na cama, só, nua, não existia calor ou frio, apenas uma forte dor no peito, um aperto inconveniente; mais ele estava feliz, existia dentro dele uma felicidade que não era minha, que não vinha de mim; uma garrafa e meia, eis que surge meu ser egoísta.
Eu não conseguia chorar, assim como em qualquer outro fim, eu não sabia mais como chorar, ia ser cruel demais pra mim, ia ser cruel demais pra ele; ultimo cigarro, ultimo fim.
Irracional, leviana, boba, esse tudo se resumia a isso e o nada também, sentia fome, sono e a dor ali, a embriaguez tomara conta de todo o emocional, tomara conta de tudo, não e sim, se confundiam como naquele dia em que nossos corpos, se tornarão um; loucuras sexuais, parar de beber e enxergar cores era essa a minha única saída,
Então me vesti e sai, nada de bares, nada de nada, queria amar a mim, queria o mundo, mais só sabia amar você.
Natália Rafaela
Entrou invadindo minha casa, se instalando no meu quarto, mil tentativas nulas de fuga, se apoderou de mim; um ser alto de longos cabelos cacheados, uma voz firme, um intelecto fascinante, era a minha tristeza; mais um copo de uísque.
À noite ia se esquivando, correndo atrás de uma saída desesperada de não vê meu rosto encosto um colchão velho na janela com a esperança de dar de cara com o escuro que só eu enxergava; mais um dia, mais uma garrafa.
Deitada na cama, só, nua, não existia calor ou frio, apenas uma forte dor no peito, um aperto inconveniente; mais ele estava feliz, existia dentro dele uma felicidade que não era minha, que não vinha de mim; uma garrafa e meia, eis que surge meu ser egoísta.
Eu não conseguia chorar, assim como em qualquer outro fim, eu não sabia mais como chorar, ia ser cruel demais pra mim, ia ser cruel demais pra ele; ultimo cigarro, ultimo fim.
Irracional, leviana, boba, esse tudo se resumia a isso e o nada também, sentia fome, sono e a dor ali, a embriaguez tomara conta de todo o emocional, tomara conta de tudo, não e sim, se confundiam como naquele dia em que nossos corpos, se tornarão um; loucuras sexuais, parar de beber e enxergar cores era essa a minha única saída,
Então me vesti e sai, nada de bares, nada de nada, queria amar a mim, queria o mundo, mais só sabia amar você.
Natália Rafaela
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