Cadê, cadê...
É incrível como as coisas desaparecem, quando a gente mais precisa delas, se fosse qualquer outro aparecia, mais só por que eu o quero, some.
Acho que ainda tenho bastante tempo pra procurar, nem tenho tantos assim, minha casa é pequena se eu avaliar cada cantinho eu sei que eu vou achá-lo onde eu menos espero.
Ele entrou na minha vida de uma forma engraçada, a primeira vez que nos vimos, fazia um pouco de frio, dentro da festa estava ate bem abafado, gostei dele de cara, nem precisei pensar tanto.
Da primeira vez que saímos juntos, confesso que ele incomodou bastante, mais já estava tão envolvida, que nem ligava, só quando chegava em casa é que eu sabia, que ele iria me deixar grandes marcas.
Depois dele surgiram vários, de tamanhos e formas diferentes, todos encaixavam certinho, me fizeram feliz muitas vezes também, mais havia algo nele que me enfeitiçava que o fazia melhor que os outros.
Bem sinto que já perdi muito tempo procurando, vou me atrasar, queria que ele participasse desse dia tão especial, minha sapatilha vermelha ia combinar com meu vestido, é uma noite pra nos.
Ah! Achei! Deveria saber que ele estava debaixo da cama.
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
E quando menos esperava achei o incomodo adulto dentro da menina que você tanto adorava;
O tempo voltou a passar depressa era a hora de parar, é eu sabia que ia acontecer, mais por que tão cedo?
Confesso que chorei um pouco, o corpo frio, a boca seca, alguma coisa sufocava o meu peito;
Sai assim, desconsolada, despreparada, eu nem sabia o que ia senti lá fora;
Sentada num banco, reconheci desfilar todos os covardes personagens que eu havia inventado os quatro amigos na praça, o homossexual confuso, a adolescente estuprada;
Foi dessa maneira que eu te encontrei, dei-me conta quando subia as escadas, revirando os papeis, era você nas duas cartas, era você na vontade de experimentar amar, era você no fim trágico da moça de semblante triste, era sempre você;
Perturbada derrubei prateleiras, queimei cadernos, fazia o que eu mais desprezava, escrevia sobre mim, escrevia sobre você, escrevia sobre um nos inexistente;
Agora aqui deitada sobre lençóis verdes, amargo a derrota do corpo e da alma, era normal, tudo que eu via, era tão dele, tanto esforço, nunca nem notou;
Uma aspirina, muito sono, apague a luz quando sair pode deixar o disco de Janis tocar, antes que acabe eu já vou ter adormecido.
O tempo voltou a passar depressa era a hora de parar, é eu sabia que ia acontecer, mais por que tão cedo?
Confesso que chorei um pouco, o corpo frio, a boca seca, alguma coisa sufocava o meu peito;
Sai assim, desconsolada, despreparada, eu nem sabia o que ia senti lá fora;
Sentada num banco, reconheci desfilar todos os covardes personagens que eu havia inventado os quatro amigos na praça, o homossexual confuso, a adolescente estuprada;
Foi dessa maneira que eu te encontrei, dei-me conta quando subia as escadas, revirando os papeis, era você nas duas cartas, era você na vontade de experimentar amar, era você no fim trágico da moça de semblante triste, era sempre você;
Perturbada derrubei prateleiras, queimei cadernos, fazia o que eu mais desprezava, escrevia sobre mim, escrevia sobre você, escrevia sobre um nos inexistente;
Agora aqui deitada sobre lençóis verdes, amargo a derrota do corpo e da alma, era normal, tudo que eu via, era tão dele, tanto esforço, nunca nem notou;
Uma aspirina, muito sono, apague a luz quando sair pode deixar o disco de Janis tocar, antes que acabe eu já vou ter adormecido.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Meu doce afeto,
Passei em casa pra deixar as chaves debaixo do tapete, e vi sua carta, desculpe não mandar tantas noticias, ando meio distraída com a nova cidade.
As coisas aqui estão bem, conheci tanta gente, ando vendo tanta coisa, sinto falta de você, me alegra saber que retomou a mudança, eu sempre soube que isso lhe faria bem, e me faça um favor, queime aquele velho sofá azul, conheço o seu gosto ele não combinara com nada..
Sobre o novo inquilino fico tranquila em saber que ele é de sua confiança, os outros que passaram deixaram tantas marcas feias nas paredes, perdi as contas de quantas vezes as pintamos, derrubar e construir tudo, foi uma ótima escolha.
Arrumando o guarda roupa, achei o seu disco do Chico, sei que ficara feliz com a novidade, tive que tirar algumas coisas, doei alguns casacos, sapatos, ele chega logo preciso de espaço na casa, de espaço no quarto.
Fiquei surpresa quando ele me ligou, não o esperava mais, já fazia tanto tempo, estou ansiosa pra saber como me achou, precisa conhecê-lo sei que serão grandes amigos.
Ficaremos um tempo no Rio pra desfrutar um pouco do frio que vem fazendo nessa cidade, faremos algumas compras, precisamos de um violão e uma nova gaita, os projetos são os mesmos, ele é a novidade dessa vez.
No mais sinto falta da sua alegria, assim que essa temporada acabar, estamos de volta, por favor, não esqueça de me mandar noticias, deixe um beijo pra todos.
Da sua grande amiga,
Nataly
PS. Comprei pra você um novo casaco, sei que gosta do velho azul com branco, mais acho que esse será do seu agrado, é simples, mas bonito, achei enquanto passeava por uma bonita rua na Lapa.
Espero que goste.
Passei em casa pra deixar as chaves debaixo do tapete, e vi sua carta, desculpe não mandar tantas noticias, ando meio distraída com a nova cidade.
As coisas aqui estão bem, conheci tanta gente, ando vendo tanta coisa, sinto falta de você, me alegra saber que retomou a mudança, eu sempre soube que isso lhe faria bem, e me faça um favor, queime aquele velho sofá azul, conheço o seu gosto ele não combinara com nada..
Sobre o novo inquilino fico tranquila em saber que ele é de sua confiança, os outros que passaram deixaram tantas marcas feias nas paredes, perdi as contas de quantas vezes as pintamos, derrubar e construir tudo, foi uma ótima escolha.
Arrumando o guarda roupa, achei o seu disco do Chico, sei que ficara feliz com a novidade, tive que tirar algumas coisas, doei alguns casacos, sapatos, ele chega logo preciso de espaço na casa, de espaço no quarto.
Fiquei surpresa quando ele me ligou, não o esperava mais, já fazia tanto tempo, estou ansiosa pra saber como me achou, precisa conhecê-lo sei que serão grandes amigos.
Ficaremos um tempo no Rio pra desfrutar um pouco do frio que vem fazendo nessa cidade, faremos algumas compras, precisamos de um violão e uma nova gaita, os projetos são os mesmos, ele é a novidade dessa vez.
No mais sinto falta da sua alegria, assim que essa temporada acabar, estamos de volta, por favor, não esqueça de me mandar noticias, deixe um beijo pra todos.
Da sua grande amiga,
Nataly
PS. Comprei pra você um novo casaco, sei que gosta do velho azul com branco, mais acho que esse será do seu agrado, é simples, mas bonito, achei enquanto passeava por uma bonita rua na Lapa.
Espero que goste.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Chovia um pouco aquela tarde mais não incomodava, manchava meus óculos, tudo bem;
Todos os dias eu passava por aquela mesma rua, era calma, tinha umas casas antigas, bonitas, nunca imaginei senti aquilo tudo ali;
Havia muita gente, se não houvesse um ruído de choro tão forte, existiria o mesmo silencio cotidiano;
Aproximei-me daquela cena que me lembrava uma pintura antiga vista em algum filme, reparei uma moça bonita abraçada com um rapaz que devia ter seus 22 anos, alguns livros e cadernos espalhados, a chuva não parava;
Posicionada ao lado esquerdo, sentada na escadaria de uma casa verde, vi a moça de semblante triste levantar seu olhar e reparar os espectadores, foi quando ela beijou a testa do rapaz que descansará ali, alisou seus cabelos, entre lagrimas eu a vi gritar pra todos, quebrando mais uma vez o silencio, quebrando tudo;
Eu o amava, era o meu amigo, mais eu amava, respeitava os seus sonhos, suas melhores ambições, discordava de algumas coisas, mais eu o amava, essa tarde íamos ao cinema, ele nunca soube como me fazia bem a sua presença, ele nunca soube como eu queria tê-lo ao meu lado sempre, ele nunca soube do meu amor, do meu ciúme, do meu desejo, por que eu esperei o tempo passar, eu esperei ele enxergar, não deixaram eu dizer que eu o amava;
Aquela declaração invadiu a minha mente, rasgando a minha frieza, destruindo toda a certeza que eu construía durantes longos 20 anos;
A chuva aumentava, os curiosos desapareciam, vi quando uma ambulância levara o garoto dali, a vi recolher os papeis, cadernos e livros sozinha, algumas pessoas tentavam lhe dizer algo, ela os ignorava, nem me viu, não me notou, não notou nada;
Sai dali peguei meu ônibus, molhada, atrasada, não sabia no que pensar, se não houvesse largado a tanto tempo, acenderia um pra passar o frio;
Bem desculpe chegar assim tão tarde, desabafar assim, só tive medo que não desse mais tempo, nunca sei quando vou encontrá-lo, obrigado por existir, obrigado por fazer que eu me sinta assim, bem;
Todos os dias eu passava por aquela mesma rua, era calma, tinha umas casas antigas, bonitas, nunca imaginei senti aquilo tudo ali;
Havia muita gente, se não houvesse um ruído de choro tão forte, existiria o mesmo silencio cotidiano;
Aproximei-me daquela cena que me lembrava uma pintura antiga vista em algum filme, reparei uma moça bonita abraçada com um rapaz que devia ter seus 22 anos, alguns livros e cadernos espalhados, a chuva não parava;
Posicionada ao lado esquerdo, sentada na escadaria de uma casa verde, vi a moça de semblante triste levantar seu olhar e reparar os espectadores, foi quando ela beijou a testa do rapaz que descansará ali, alisou seus cabelos, entre lagrimas eu a vi gritar pra todos, quebrando mais uma vez o silencio, quebrando tudo;
Eu o amava, era o meu amigo, mais eu amava, respeitava os seus sonhos, suas melhores ambições, discordava de algumas coisas, mais eu o amava, essa tarde íamos ao cinema, ele nunca soube como me fazia bem a sua presença, ele nunca soube como eu queria tê-lo ao meu lado sempre, ele nunca soube do meu amor, do meu ciúme, do meu desejo, por que eu esperei o tempo passar, eu esperei ele enxergar, não deixaram eu dizer que eu o amava;
Aquela declaração invadiu a minha mente, rasgando a minha frieza, destruindo toda a certeza que eu construía durantes longos 20 anos;
A chuva aumentava, os curiosos desapareciam, vi quando uma ambulância levara o garoto dali, a vi recolher os papeis, cadernos e livros sozinha, algumas pessoas tentavam lhe dizer algo, ela os ignorava, nem me viu, não me notou, não notou nada;
Sai dali peguei meu ônibus, molhada, atrasada, não sabia no que pensar, se não houvesse largado a tanto tempo, acenderia um pra passar o frio;
Bem desculpe chegar assim tão tarde, desabafar assim, só tive medo que não desse mais tempo, nunca sei quando vou encontrá-lo, obrigado por existir, obrigado por fazer que eu me sinta assim, bem;
sábado, 5 de junho de 2010
Sentada entre os dois lados de um mesmo sofá, esquecia de pensar, um idiota qualquer no meio de tanta gente, no meio de um copo de bebida interminável, me diz a seguinte frase...
-nunca entendi bem o que é ta apaixonado...
-escute bem, não vou repetir de novo...
quando criança é o que você quer mais, senti, de repente acontece, bom muito bom, aquela sensação, de um corpo inteiro gelando e queimando ao mesmo tempo, um descontrole automático, de mãos, pernas, braços... um descontrole do corpo, um bom conselho permaneça sentado, você pode cair...
parece até besteira mais quando nada acontece é a pior coisa do mundo, já se sentiu um lixo? pronto, é assim, não adianta ser auto suficiente, não adianta ser egoísta, la no fundo você vai sentir, um aperto que puxa o seu peito pra dentro e parece sufocar, as vezes me lembra a cólica num lugar diferente, tenho as mesmas reações, choro, choro, deito na cama, rolo de um canto a outro até achar uma melhor posição e nada;
espero que aconteça, é sempre melhor, todos os dias a mesma felicidade, ama-se o mínimo, o todo não existe, é o sorriso, o olhar, o andar, o falar, cada parte dividido, não a paixão e sim as partes que formam a paixão;
traduzindo, é bom se apaixonar, mais passa, paixão sempre passa.
um cigarro e um filme qualquer encerraram essa noite.
(qualquer semelhança com uma estoria verídica não é conhecidencia, né Juan \o/)
-nunca entendi bem o que é ta apaixonado...
-escute bem, não vou repetir de novo...
quando criança é o que você quer mais, senti, de repente acontece, bom muito bom, aquela sensação, de um corpo inteiro gelando e queimando ao mesmo tempo, um descontrole automático, de mãos, pernas, braços... um descontrole do corpo, um bom conselho permaneça sentado, você pode cair...
parece até besteira mais quando nada acontece é a pior coisa do mundo, já se sentiu um lixo? pronto, é assim, não adianta ser auto suficiente, não adianta ser egoísta, la no fundo você vai sentir, um aperto que puxa o seu peito pra dentro e parece sufocar, as vezes me lembra a cólica num lugar diferente, tenho as mesmas reações, choro, choro, deito na cama, rolo de um canto a outro até achar uma melhor posição e nada;
espero que aconteça, é sempre melhor, todos os dias a mesma felicidade, ama-se o mínimo, o todo não existe, é o sorriso, o olhar, o andar, o falar, cada parte dividido, não a paixão e sim as partes que formam a paixão;
traduzindo, é bom se apaixonar, mais passa, paixão sempre passa.
um cigarro e um filme qualquer encerraram essa noite.
(qualquer semelhança com uma estoria verídica não é conhecidencia, né Juan \o/)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Uma declaração de carinho.
Querido amigo,
Foi assim por acaso, sorria que nem uma pequena idiota, ele vinha daquele jeitinho, desengonçado, magrinho, bonito;
Era uma espécie diferente, passou por mim, passou por um rio de pessoas, se estalou ao lado esquerdo daquele automóvel enorme, era uma quinta-feira, fazia um calor infernal, foi assim que eu o conheci pela primeira vez;
Comecei a analisar as diferentes maneiras de ele ser o mesmo, nada demais, mas às vezes tinha vontade de enfiar minha cabeça no buraco mais próximo, o freio me fez esquecer, passou-se um mês;
Naquela novidade cotidiana os passeios se tornaram mais divertidos, em tempos mais remotos, puxaria uma conversa qualquer, mais não sabia o que dizer a não ser que era engraçado a forma com que ele olhava sempre pra frente do ônibus, com aquele fone preto no ouvido esquecendo do mundo, se desligando de tudo;
O conheci pela segunda vez numa noite com poucas estrelas, depois de um abraço confortante, naquela que mais tarde ouviria tudo isso, notei o sorriso dele e a lembrança da minha figura, desconcertante, não acreditava, no que via, ouvia;
Era um sábado, tão quente como aquela quinta-feira, a única diferença é que dessa vez existiam palavras, depois disso notei seus castanhos lindos olhos, um sorriso encantador, um intelecto fascinante e ainda desengonçado, magrinho e bonito;
Seria necessário outros passeios por esses papeis pra explicar tudo que vem acontecendo, rimos bastante, discordamos outras tantas, eu uma espécie de hippie modernizada, ele um típico rockeiro urbano anos 80, apesar desse incrível contraste, sim nos damos bem, apesar de algumas diferenças de ego, nos damos muito bem;
Hoje ele continua assim, seu bom gosto por musica, cinema, faz da sua companhia mais do que agradável, é essencial, se tornou uma parte minha naquela que seria e será a nossa viajem todos os dias, juntos.
No mais, aguardo uma resposta a essa declaração de carinho em forma de carta, qualquer novidade lhe envio pelo correio.
De sua amiga Natália.
Foi assim por acaso, sorria que nem uma pequena idiota, ele vinha daquele jeitinho, desengonçado, magrinho, bonito;
Era uma espécie diferente, passou por mim, passou por um rio de pessoas, se estalou ao lado esquerdo daquele automóvel enorme, era uma quinta-feira, fazia um calor infernal, foi assim que eu o conheci pela primeira vez;
Comecei a analisar as diferentes maneiras de ele ser o mesmo, nada demais, mas às vezes tinha vontade de enfiar minha cabeça no buraco mais próximo, o freio me fez esquecer, passou-se um mês;
Naquela novidade cotidiana os passeios se tornaram mais divertidos, em tempos mais remotos, puxaria uma conversa qualquer, mais não sabia o que dizer a não ser que era engraçado a forma com que ele olhava sempre pra frente do ônibus, com aquele fone preto no ouvido esquecendo do mundo, se desligando de tudo;
O conheci pela segunda vez numa noite com poucas estrelas, depois de um abraço confortante, naquela que mais tarde ouviria tudo isso, notei o sorriso dele e a lembrança da minha figura, desconcertante, não acreditava, no que via, ouvia;
Era um sábado, tão quente como aquela quinta-feira, a única diferença é que dessa vez existiam palavras, depois disso notei seus castanhos lindos olhos, um sorriso encantador, um intelecto fascinante e ainda desengonçado, magrinho e bonito;
Seria necessário outros passeios por esses papeis pra explicar tudo que vem acontecendo, rimos bastante, discordamos outras tantas, eu uma espécie de hippie modernizada, ele um típico rockeiro urbano anos 80, apesar desse incrível contraste, sim nos damos bem, apesar de algumas diferenças de ego, nos damos muito bem;
Hoje ele continua assim, seu bom gosto por musica, cinema, faz da sua companhia mais do que agradável, é essencial, se tornou uma parte minha naquela que seria e será a nossa viajem todos os dias, juntos.
No mais, aguardo uma resposta a essa declaração de carinho em forma de carta, qualquer novidade lhe envio pelo correio.
De sua amiga Natália.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
É seu moço ela nasceu de sete meses, pequena, magrinha, feia, diziam que pareci comigo, nunca liguei;
É seu moço, dava um trabalho essa tal de Carolina, parecia um moleque, corria pro rio pra pescar, empinava pipa e jogava pião, demorou pra se ajeitar essa menina;
È seu moço nunca vi tão dificil pra estudar e olhe que a gente disse que não teve oportunidade, que explicou, insistiu, viver pra ela era contar estrela, até tarde;
É seu moço foi dificil mudar de cidade, ela falava de uma tal de lealdade, que eu quebrava a cada passo, já fez oito anos e essa ai nunca veio atras pra reclamar;
É seu moço parei de trabalhar, troquei com a mulhé, não podia, tava doente do coração, tinha que dormir, tinha que parar;
É seu moço ela agora tinha dezesseis, tava mais bonita, com mais jeito de mocinha, alisei seus cabelos enquanto dormia, sonhei com a minha filhinha;
É seu moço já eram meio dia, tava um dia quente como a muito tempo não se via, ssegurei ela na cama e toquei seu corpo, ela chorava, mais eu a queria, não pensei eu só queria;
É seu moço depois veio a tristeza ela só tinha dezesseis e eu tive que matar a Carolina, ninguem nunca vai entender eu a amava, eu precisava, era a minha menina, era a minha filha Carolina.
É seu moço, dava um trabalho essa tal de Carolina, parecia um moleque, corria pro rio pra pescar, empinava pipa e jogava pião, demorou pra se ajeitar essa menina;
È seu moço nunca vi tão dificil pra estudar e olhe que a gente disse que não teve oportunidade, que explicou, insistiu, viver pra ela era contar estrela, até tarde;
É seu moço foi dificil mudar de cidade, ela falava de uma tal de lealdade, que eu quebrava a cada passo, já fez oito anos e essa ai nunca veio atras pra reclamar;
É seu moço parei de trabalhar, troquei com a mulhé, não podia, tava doente do coração, tinha que dormir, tinha que parar;
É seu moço ela agora tinha dezesseis, tava mais bonita, com mais jeito de mocinha, alisei seus cabelos enquanto dormia, sonhei com a minha filhinha;
É seu moço já eram meio dia, tava um dia quente como a muito tempo não se via, ssegurei ela na cama e toquei seu corpo, ela chorava, mais eu a queria, não pensei eu só queria;
É seu moço depois veio a tristeza ela só tinha dezesseis e eu tive que matar a Carolina, ninguem nunca vai entender eu a amava, eu precisava, era a minha menina, era a minha filha Carolina.
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