sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É bom parar e olhar assim pro nada, sentir o vento, o barulho do mar,
uma noite sem lua, mas não deixa de ser bela;
Sexta-feira, dia de agitação pelas ruas de Recife, bem hoje faltou
animo pra tanto movimento, to no momento de sentir;
Ultimamente ando sugando cada movimento da vida, um de cada vez;
Se você olhar bem pro céu, se impressionara com a valsa das nuvens,
iluminadas por minúsculas bolinhas faiscantes;
Vendo uma coruja pousar perto das pedras, me pergunto como se perde
tanto tempo com os problemas banais, onde eu estava que não sentei aqui;
Papel e caneta e o meu nada ao redor, sinto uma leveza mágica, podia
ligar pra todos aqueles de que gosto, mais quem enxergaria com meus olhos?
Amanhã é outro dia, pode ser que chova, se não, vou sentir o calor do sol
penetrar os meus poros e aquecer os meus sonhos mais belos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Olhar as pessoas ao redor, vai alem do imaginar, esta mais
no sentir do seu jeito;
Conhece-las é parar e analisar, palavras, gestos, atos e fatos,
mistura-las e bebe-las de uma única vez, mesmo que nem sempre
o gosto seja agradável;
Tente enxergar pelos meus olhos, se apegue ao mais puro sentimento
humano e decifre os passos que vagam desconhecidos sobre a madeira solta
do tempo;
Tento lhe explicar que o especial não é só aquele que faz o seu coração
bater mais forte ou o que o faz tremer e viver eternamente aquele
momento, o especial é aquele que lhe desperta o menor sentir;
Amigos, amores, rivais, desconhecidos... Os perceba, os analise e
por fim os recrie;
Sim, é possível admirar um ser mesmo que só tenha sido trocado poucas palavras,
é possível sem olhar nos seus olhos entender o outro e o quere-lo bem;
Conheci um em especial, que pensem o que quiserem é o resumo de tudo que
eu tento lhes explicar;
Parecido e diferente de mim, das maneiras mais extraordinarias, eu me sinto bem...
Sei o que alguns de vocês imaginam, mais não estou a falar de paixão, desejo
ou coisa do genero , não. Apenas analiso esse ser que assim como alguns outros
é especial;
Não se iludam meus caros, o ser humano pode muito mais do que
escrever sobre amor e dor;
Esqueçam o óbvio e enxerguem o belo do pouco oferecido...
Nem sempre é preciso olhar nos olhos, pra se perceber que tal pessoa
lhe faz bem e nada mais.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

São 3:15 da manhã, a subida tinha sido tranqüila e cansativa, largar o carro em um hotel no começo da estrada foi uma idéia diferente, talvez fosse necessário subir a serra a pé, mais o frio nessa época do ano estava cada vez pior.
Mesmo de madrugada a vista pras montanhas continuava encantadora, tudo permanecia no mesmo lugar da última vez, as cadeiras, os livros, tudo, tudo.
A viagem foi tão longa, mesmo assim não havia cansaço no corpo, mais sim na alma. Bem agasalhada, com uma caneca enorme de café próxima a janela, em casa um filme pronto e bem aceito pelos produtores, tudo caminhando tão bem, mais largada nesse sofá sentia aquela sensação esquisita.
Andava tão ocupada com o trabalho, não encontrava tempo nem pra respirar ou pensar, vai vê era verdade, agora eu to aqui e não tenho com quem dividir essa sensação de liberdade que começa a invadir meu peito.
Há alguns anos comentei sobre fugir dessa loucura, acabei me acostumando a ela, estou disposta a ser feliz, mais não sei por onde começar, por isso to te ligando, achei que você iria gostar de discutir sobre musica, teatro, cinema... comigo, você sempre tem tempo pra viver... Alô? Alô? Você ainda ta na linha? Alô?
-To aqui sim e antes que você me convidasse, eu vim... Trouxe uma pizza e cobertores, você é tão esquecida, sempre esquece do principal.

sábado, 18 de setembro de 2010

E quando vi, os dias viraram tardes e as tardes noites
o mundo girava num passo mais lento, sentei no chão
tive medo de tropeçar no vento...
Fechei os olhos, tentei adormecer naquela calçada fria
não existiam passos, nem cheiros, tudo estava mudo...
Tentei focar em algo, abri os olhos ainda deitado, levantei
os papeis corriam pela cidade, as casas estavam fechadas, tive a sensação
de que não havia vida em lugar nenhum...
Parei numa praça, tirei os sapatos, precisava sentir a grama gelada entrar por
entre meus dedos...
Então como uma criança perdida, larguei a cabeça no meio do joelhos e chorei,
uma sensação nova invadia o meu peito, havia tempos em que ser humano exigia tempo
e modos, agora ali sozinho, eu podia ser eu...
E como magica, a lágrima, virou sorrisos e como se nada pudesse atrapalhar
eu fui feliz, mesmo que dentro do meu sonho eu fui feliz...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Era engraçado como eles tinham a mesma vontade de viver, era uma paixão sem freios, tudo tão intenso, muito parecida com a minha por chocolate;
Ele eu conhecia a mais tempo, cara legal, bom amigo, imprevisivel, um otimo gosto pra musicas e mulheres, sim as mulheres, até onde me lembro ele nunca teve realmente ninguém, mais elas queriam ele sempre, mais ele nunca se importou;
Ela era bonita do jeito dela, nada chocante, nada comum, calma e sincera, bastante sincera, ria do seu dedo podre pra garotos, sempre tentando de novo, o fim e o começo era muito pratico pra ela;
Não lembro se conheceram, sei que as qualidades dela, era os defeitos dele e vice-versa, imcompativeis, mais mesmo assim sabiam ser felizes;
Ninguém sabia o que eles tinham, ela deixava ele falar, ele querer, pronta pra satisfazer os seus desejos, gostava de dar a ele vida, lhe enchia de doces de duvidas, a incomodava sua falta de objetividade, já ele se confundia, se complicava, mais sempre se corrigia e ria, da maneira dele a envolvia e gostava quando ela alimentava seu ego, no fim nem eles sabiam o que eles tinham;
Não discutiam, enjoavam um do outro e sumiam, era assim, sem muitas explicações, sem razões, uma loucura deliciosa;
Nasceram no mesmo ano, ela era meses mais velha, mais era incrível como pareciam anos, assim como eu e tantos outros, ele se hipnotizava por suas experiências, suas viagens, amores e quedas, um dia ela me disse que se encantava da falta disso nele, da falta dos riscos, da maneira como ele se guardava pra ele;
- E agora? Você os viu, preciso entregar esses documentos e não os acho em lugar algum.
- Ah! Era só isso? Devia ter dito, ele mora na casa azul, ela no apartamento 305 a esquerda, como de costume ele deve ta dormindo agora, ela recebendo alguns amigos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo já foi dito, então me encontro neste bar tentando escrever qualquer trecho que faça sentido a um poema, um conto, um ensaio...
Que faça sentido a algo...
Um bloco de notas verde, uma caneta de cor azul, duas cervejas e três cafés, um silencio que se choca com o bater de talheres, copos e pratos enquanto se arrumam no balcão, ninguém ao redor...
Na radiola, uma sequência perfeita dos Beatles, não chovia, la de dentro não via o sol, mais sentia o seu calor em qualquer outro momento a situação estaria perfeita, mais depois de 4 folhas rabiscadas, a inspiração parece fugir...
Ou melhor, parece não existir...
Falar de amigos, de amores, de sexo ou simplesmente ilusão, tudo caminha bem, mais como qualquer outro amor, sinto a vontade correr nas minhas veias, vejo o tempo passar e tudo vai com ele...
De longe a melodia perfeita, Echoes, era tudo que eu precisava ouvir, apenas um trecho “And do I take you by the hand...” e já sei o que dizer... Mais uma cerveja, o bar começa a encher, o mundo volta a girar, então volto pra casa e te aviso o que aconteceu, não precisa dizer nada “Cloudless every day you fall upon my waking eyes”.

sábado, 21 de agosto de 2010

- O que você ta fazendo?
- Olhando pro teto e rindo das suas idéias estranhas.
As coisas ficam mais divertidas, quando você não me deixa falar, os assuntos parecem despertar de todos os lados, nessas horas esqueço-me de meus dias e idéias.
Cheio de interrogações, cada dia um novo mundo, a cada novo mundo novos moradores e eu sempre querendo mais desse seu tudo.
O carinho é algo desejado a tanto tempo e quando acontece vem de uma forma desconcertada, parece que somos crianças, prefiro crer no verdadeiro a imaginar que tudo é uma ilusão pensado e planejado pra mais uma diversão.
Lógico que às vezes enjôo de você, esse seu ar rock roll choca com o meu alternativo, pra evitar atritos sumo, mais logo sinto falta desse seu jeitão quieto e lindo.
- Nunca imaginei que alguém pode pensar tanta coisa enquanto olha pro teto.
- Não, não, foi olhando e ouvindo você que eu pensei tanta coisa.