sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
assinado, amor
eu lhe escrevi cartas, nesses 5 anos, uma por dia, laudas e laudas que você nunca lera, eu chorei rios, um pranto que não cansa de molhar os meus lençóis;
eu lhe odiei a cada vez que notava que meu amor só crescia, por fim lhe amei ao notar que meu ódio não existia;
acho que enlouqueci, acreditei sozinha num ser que não existe, um amor fingido, um carinho falso, devia acreditar no moço frio e rude que me fez acreditar que eu nunca fui nada, aquele do telefone
pq não fui apresentada a ele antes?
lhe dei minha palavra, não o esquecerei, mesmo sabendo que eu não existi em você,
ainda doí, uma ferida grande e profunda, ainda sonho, ainda choro, ainda tenho saudades, ainda desejo, ainda amo e muito.
mas não, não lhe trago novidades, é o mesmo sentimento, o mesmo querer, só a vontade de demonstrar sempre que resolveu se tornar mais forte, espero não incomodar.
ontem quando olhei pela janela, eu vi a lua, pensei em você, queria te-lo aqui, loquei um bom filme, comprei algumas cervejas, sei que você iria adorar.
Penso em lhe visitar, mais conheces a minha timidez, não iria sem ser convidada, acho que com isso perdi muito, me faltou um pouco dessa sua insanidade sentimental que tanto admiro, mas tudo bem, estou aprendendo a ser uma tímida sem vergonha.
Então depois que me perdi em você, descobri o quão fascinante seria se você se perdesse em mim.Tenho medo de estar lhe magoando com essas palavras, mais não me peça pra não lutar por você, não me peça pra desistir de tudo que eu não posso voltar a lutar em silêncio, os apaixonados são insanos, queremos gritar ao mundo nosso sentimento pra que ele responda que não se deve lutar assim, querer assim, calaremos sua negatividade com os motivos que nos fazem lutar, querer e sentir, então não me peça pra não lutar por você, não sei se saberia.
Enquanto isso, tiro canções em minha gaita, dedico as minhas palavras ao meu sentimento e espero, que anjos, santos, acasos e sonhos estejam ao meu favor, ao nosso favor.
sábado, 9 de julho de 2011
Uma, duas, três voltas...
Naquele dia, ela tinha pressa de chegar em casa acelerava o passo ao longo que passava pelo corredor, na cabeça ela sabia que eles iam se encontrar, sentia forte o seu cheiro, seu hálito deixava ela tonta, era um gosto bom que vinha da sua boca.
Achou melhor ligar no seu celular, chamou uma, duas, três... Inúmeras vezes nada pensou que ele pudesse esta ocupado no trabalho, dormindo, com outra quem sabe, não, achou melhor não pensar naquelas besteiras. Entrou no carro, ligou o som, a música tocava algo de Chico, algo que ele escutava e porém nada que tivesse marcado os dois, mais ela lembrou como ele dançava engraçado, como era lindo o seu sorriso quando ficava envergonhado, trânsito ruim àquela hora, nada podia estragar aquele momento.
Chovia tanto la fora, havia uma tempestade ali dentro, era a intensidade de seus atos e palavras que os separaram e a essa mesma intensidade lhe jogaram pra longe dele, pensava em tudo que podia dizer era mais seguro continuar, seguir sua vida, ele fazia parte dela era preciso ser dito.
Entrou em casa, correndo, pensou no que vestir por algum motivo não havia nada que na lembrança dela era a marca do que ele mais gostava, pegou qualquer coisa, banheiro, um sanduíche, no relógio marcavam 20hs.
Então ela esperou, o telefone ao seu lado,a alma presa num cigarro e encharcado de uma dose mal colocada de whisky, não resistiu o ligou, mais uma vez nada, mais duas vezes e o silêncio, doía, o silêncio a maltratava.
Então um sinal de fogo invade a tela do seu celular: N vou poder te ver hj n. Outro dia a gente se vê. Bjao.
Ela viu as letras dele ali, ouviu a sua voz naquelas duas frases tão curtas...
Os passos se tornaram mais lentos, da sala pro quarto ela viu a chuva parar la fora e a tempestade continuar la dentro.
Não era a primeira vez, uma, duas, três indas e vindas, e a quarta? Hora de apagar o cigarro e ouvir um disco do Chico, deixa a quarta por conta do acaso.
Que ele não demore tanto pra chegar.
Achou melhor ligar no seu celular, chamou uma, duas, três... Inúmeras vezes nada pensou que ele pudesse esta ocupado no trabalho, dormindo, com outra quem sabe, não, achou melhor não pensar naquelas besteiras. Entrou no carro, ligou o som, a música tocava algo de Chico, algo que ele escutava e porém nada que tivesse marcado os dois, mais ela lembrou como ele dançava engraçado, como era lindo o seu sorriso quando ficava envergonhado, trânsito ruim àquela hora, nada podia estragar aquele momento.
Chovia tanto la fora, havia uma tempestade ali dentro, era a intensidade de seus atos e palavras que os separaram e a essa mesma intensidade lhe jogaram pra longe dele, pensava em tudo que podia dizer era mais seguro continuar, seguir sua vida, ele fazia parte dela era preciso ser dito.
Entrou em casa, correndo, pensou no que vestir por algum motivo não havia nada que na lembrança dela era a marca do que ele mais gostava, pegou qualquer coisa, banheiro, um sanduíche, no relógio marcavam 20hs.
Então ela esperou, o telefone ao seu lado,a alma presa num cigarro e encharcado de uma dose mal colocada de whisky, não resistiu o ligou, mais uma vez nada, mais duas vezes e o silêncio, doía, o silêncio a maltratava.
Então um sinal de fogo invade a tela do seu celular: N vou poder te ver hj n. Outro dia a gente se vê. Bjao.
Ela viu as letras dele ali, ouviu a sua voz naquelas duas frases tão curtas...
Os passos se tornaram mais lentos, da sala pro quarto ela viu a chuva parar la fora e a tempestade continuar la dentro.
Não era a primeira vez, uma, duas, três indas e vindas, e a quarta? Hora de apagar o cigarro e ouvir um disco do Chico, deixa a quarta por conta do acaso.
Que ele não demore tanto pra chegar.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O mundo está de pernas pro ar são 00:48 e estou sentada olhando as estrelas nesta noite quente, bem vindo a recife meus caros;
A cabeça ta bem cheia, antes quem reclamava do excesso do tempo , hoje sente falta de molhar os pés no mar, então perdão meus fieis leitores não havia nada de interessante pra ocupar essas vazias linhas, até agora;
Gabo-me por escrever pessoas, há dias, meses, anos... Busco em cada trecho mostrá-las sem que precise de seus nomes, endereços, telefones, porém faltava algo, faltava mais;
A vida é que nem um extenso trem em alta velocidade, são muitas paradas de poucos segundos, a cada 3 que sobem 15 descem, sempre haverá espaço pra mais passageiros, a ultima parada é onde maquinista abandona sua cabine e passeia pelos corredores vazios do seu trem, compra-se bilhetes apenas de ida, alguns permanecem do lado de fora a espera que o trem volte a andar, outros caminham pra outra plataforma nada é igual, nada é previsível;
O primeiro vagão é composto pelos que criaram a arquitetura do projeto e de seus descendentes, eles espalham pelas laterais, pelo teto e pelos demais espaços, passo a passo da criação, como um troféu exibido a todos. São um dos poucos que mesmo com toda a diversidade que aparecem no caminho, permanecem até o fim do trilho com esperança que ele nunca acabe. No meu trem a família se aperta da maneira mais linda, tanta gente, tanta historia, são sorrisos e lagrimas, é muito amor puro em uma única cabine, eles são a principal lenha desse trem;
A segunda cabine é barulhenta e colorida, são estilos, cheiros e cores. Tudo demais, tudo misturado, pra entrar pra segunda cabine é necessário uma carteirinha vip dada pelo próprio maquinista, muitos nem se conhecem, mais todos pararam ali pelo mesmo propósito fidelidade ao dono. Respeito e admiro os poucos representantes dessa segunda cabine, alguns estão desde sua criação, outros a alguns anos, uns 2 ou 3 vieram la de baixo se espremendo até chegar aqui, outros são bem novatos mais já merecem o lugar que tem. Meus maiores amigos, meus grandes e eternos amores, são meus braços, vocês sabem a melhor forma de demonstrar afeto.
A terceira é a de um homem só, não quer dizes que seja sempre do mesmo, pra alguns sempre o mesmo, pra outros houve varias vezes essa mudança. Na terceira cabine eu vive os mais intensos e loucos amores, uns passaram uma temporada completa, outros entraram apenas pra não chegar tarde à outra estação. Ex’s namorados, ex’s paixões, ex’s amores, mais serão sempre eternos sonhos, eternos mundos e eternas realidades, marcaram e sempre serão lembrados pelas marcas que deixaram.
O quarto e último vagão é um sobe e desce louco, muitas vezes nunca nem se vê quem ta entrando, nem se conhece quem passa por ali, só se sabe que é fundamental esse misto de pessoas, que ocupam espaço. São professores, colegas, ex’s companheiros de sala, conhecidos do trabalho, parceiros de festa, paqueras de praia. Não que não haja importância pra todos eles, lógico que há, porem eles se vão muito rápido, são raros os que permanecem mais do que uma estação. Esse meu vagão sempre foi lotado, passo por ele, paro e juro que muitas vezes as pessoas nem me reconhecem, porem saio sempre sorrindo la de dentro, é tanta historia, tanta vida junto, que me faz bem, me faz viva.
Escrever esse texto me fez lembrar de todos aqueles que de muitas formas entram no meu trem, to parada aqui esperando gente nova entrar, porém a estrada é longa e muita coisa ainda vai acontecer, escolha o seu lugar, há sempre um espacinho pras pessoas de bem, há sempre um espacinho pras pessoas de verdade.
“esse texto foi feito com 1 propósito deixar marcado o meu amor pelas pessoas que entram na minha vida queria pode citar o nome de todas aqui, mais seria impossível e mesmo que possível seria no mínimo um tédio, porém alguns representarão todos:
A meus pais e avos que sem eles eu não estaria aqui; a Marcelinha, Txai e Marry que me acompanham desde sempre; a Nandinha, Carol e Giu que já estão aqui há anos e conhecem melhor do que ninguém todos os vagões; A Baiacu, Hilton e Jailson com quem eu pude ser mulher e menina na mesma intensidade; a Glauco, Peu e Victinho com quem eu sou feliz da forma mais doce; a turma da faculdade; a galera do trabalho; ao povo do CEECD...
Se encontre aqui. Se esta lendo esse texto é por que faz parte disso tudo,
No mais eu só agradeço o carinho e a compreensão.”
Natália Rafaela
A cabeça ta bem cheia, antes quem reclamava do excesso do tempo , hoje sente falta de molhar os pés no mar, então perdão meus fieis leitores não havia nada de interessante pra ocupar essas vazias linhas, até agora;
Gabo-me por escrever pessoas, há dias, meses, anos... Busco em cada trecho mostrá-las sem que precise de seus nomes, endereços, telefones, porém faltava algo, faltava mais;
A vida é que nem um extenso trem em alta velocidade, são muitas paradas de poucos segundos, a cada 3 que sobem 15 descem, sempre haverá espaço pra mais passageiros, a ultima parada é onde maquinista abandona sua cabine e passeia pelos corredores vazios do seu trem, compra-se bilhetes apenas de ida, alguns permanecem do lado de fora a espera que o trem volte a andar, outros caminham pra outra plataforma nada é igual, nada é previsível;
O primeiro vagão é composto pelos que criaram a arquitetura do projeto e de seus descendentes, eles espalham pelas laterais, pelo teto e pelos demais espaços, passo a passo da criação, como um troféu exibido a todos. São um dos poucos que mesmo com toda a diversidade que aparecem no caminho, permanecem até o fim do trilho com esperança que ele nunca acabe. No meu trem a família se aperta da maneira mais linda, tanta gente, tanta historia, são sorrisos e lagrimas, é muito amor puro em uma única cabine, eles são a principal lenha desse trem;
A segunda cabine é barulhenta e colorida, são estilos, cheiros e cores. Tudo demais, tudo misturado, pra entrar pra segunda cabine é necessário uma carteirinha vip dada pelo próprio maquinista, muitos nem se conhecem, mais todos pararam ali pelo mesmo propósito fidelidade ao dono. Respeito e admiro os poucos representantes dessa segunda cabine, alguns estão desde sua criação, outros a alguns anos, uns 2 ou 3 vieram la de baixo se espremendo até chegar aqui, outros são bem novatos mais já merecem o lugar que tem. Meus maiores amigos, meus grandes e eternos amores, são meus braços, vocês sabem a melhor forma de demonstrar afeto.
A terceira é a de um homem só, não quer dizes que seja sempre do mesmo, pra alguns sempre o mesmo, pra outros houve varias vezes essa mudança. Na terceira cabine eu vive os mais intensos e loucos amores, uns passaram uma temporada completa, outros entraram apenas pra não chegar tarde à outra estação. Ex’s namorados, ex’s paixões, ex’s amores, mais serão sempre eternos sonhos, eternos mundos e eternas realidades, marcaram e sempre serão lembrados pelas marcas que deixaram.
O quarto e último vagão é um sobe e desce louco, muitas vezes nunca nem se vê quem ta entrando, nem se conhece quem passa por ali, só se sabe que é fundamental esse misto de pessoas, que ocupam espaço. São professores, colegas, ex’s companheiros de sala, conhecidos do trabalho, parceiros de festa, paqueras de praia. Não que não haja importância pra todos eles, lógico que há, porem eles se vão muito rápido, são raros os que permanecem mais do que uma estação. Esse meu vagão sempre foi lotado, passo por ele, paro e juro que muitas vezes as pessoas nem me reconhecem, porem saio sempre sorrindo la de dentro, é tanta historia, tanta vida junto, que me faz bem, me faz viva.
Escrever esse texto me fez lembrar de todos aqueles que de muitas formas entram no meu trem, to parada aqui esperando gente nova entrar, porém a estrada é longa e muita coisa ainda vai acontecer, escolha o seu lugar, há sempre um espacinho pras pessoas de bem, há sempre um espacinho pras pessoas de verdade.
“esse texto foi feito com 1 propósito deixar marcado o meu amor pelas pessoas que entram na minha vida queria pode citar o nome de todas aqui, mais seria impossível e mesmo que possível seria no mínimo um tédio, porém alguns representarão todos:
A meus pais e avos que sem eles eu não estaria aqui; a Marcelinha, Txai e Marry que me acompanham desde sempre; a Nandinha, Carol e Giu que já estão aqui há anos e conhecem melhor do que ninguém todos os vagões; A Baiacu, Hilton e Jailson com quem eu pude ser mulher e menina na mesma intensidade; a Glauco, Peu e Victinho com quem eu sou feliz da forma mais doce; a turma da faculdade; a galera do trabalho; ao povo do CEECD...
Se encontre aqui. Se esta lendo esse texto é por que faz parte disso tudo,
No mais eu só agradeço o carinho e a compreensão.”
Natália Rafaela
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Jaboatão, 9 de Fevereiro de 2011
Meu menino,
Antes de qualquer coisa peço perdão por essa minha covardia poética, porém era necessário me esconder atrás dessas linhas sei que fraquejaria perante seus olhos enfartantes, foi melhor assim;
Me pego trancada dentro desse quarto a dias, entre doses de whisky, cinzeiros cheios e telas partidas ao meio, és a minha maior inspiração, entretanto não posas mais para mim a tanto tempo;
Tenho medo dessa solidão, o escuro traz as piores sensações, entro em casa, acendo todas as luzes com a esperança que a claridade me ajude a andar em linha reta é sempre o mesmo obstáculo, nunca imaginei que seria assim;
Você havia se encaixado perfeitamente aqui dentro, que nem me importei, o garoto de sorriso bobo e cabeça boa, sua foto colada na parede e minhas vans tentativas de relatar sua magia, as tintas continuam abertas no canto da sala eu é que perdi o jeito;
Fui ao seu lado uma Helena, fiel, doce, cúmplice, eterna amante, se pudesse voltar no tempo faria tudo da mesma forma, se pudesse mover o destino faria tudo durar pra sempre, entretanto isso apenas ficou nas linhas do meu caderno, nesses textos tão cheios de você;
Peço a Deus pra não lhe ter em meus sonhos, preciso respirar um pouco, ainda imagino o dia em que olharas pra mim, pobre menina ingênua, certos sonhos nascem com a sina de nunca serem realizados;
Atirei-me de penhascos, atravessei multidões, queimei entre lençóis verdes, corajosa menina de 20 anos, mais no momento em que imagino outro corpo acalmando sua alma inquieta, vacilo, ensaio na frente do espelho não chorar, ensaio parecer não doer e fracasso ao lembrar dos beijos e abraços, dos momentos de troca, fracasso ao lembrar que apenas eu senti;
Outro copo de whisky, a carteira de cigarro esta no fim, os primeiros raios de sol tentam invadir minha janela, minha posição não é nada confortável vista de dentro, pensei em te ligar, mais não há nada pra dizer é tarde demais pra juras de amor desesperadas, que o meu silêncio deixe tudo covardemente como está;
Amanhã quando a rotina recomeçar vai encontrar essa casa bagunçada demais, terá pedaços meus em cada canto, as chaves estarão debaixo do tapete, entre leve tudo que for seu depois venda a casa pra alguém que saiba usá-la melhor que eu;
Não te preocupes estarei bem, serei sempre eu que vai contar, eu o compreendi, eu o entendi, eu o fiz feliz, eu o amo. E assim quando passares nas esquinas todos saberão seu nome, saberão o humano maravilhoso que és e saberão o quão apaixonada eu sou.
Com amor, Natália Rafaela.
Antes de qualquer coisa peço perdão por essa minha covardia poética, porém era necessário me esconder atrás dessas linhas sei que fraquejaria perante seus olhos enfartantes, foi melhor assim;
Me pego trancada dentro desse quarto a dias, entre doses de whisky, cinzeiros cheios e telas partidas ao meio, és a minha maior inspiração, entretanto não posas mais para mim a tanto tempo;
Tenho medo dessa solidão, o escuro traz as piores sensações, entro em casa, acendo todas as luzes com a esperança que a claridade me ajude a andar em linha reta é sempre o mesmo obstáculo, nunca imaginei que seria assim;
Você havia se encaixado perfeitamente aqui dentro, que nem me importei, o garoto de sorriso bobo e cabeça boa, sua foto colada na parede e minhas vans tentativas de relatar sua magia, as tintas continuam abertas no canto da sala eu é que perdi o jeito;
Fui ao seu lado uma Helena, fiel, doce, cúmplice, eterna amante, se pudesse voltar no tempo faria tudo da mesma forma, se pudesse mover o destino faria tudo durar pra sempre, entretanto isso apenas ficou nas linhas do meu caderno, nesses textos tão cheios de você;
Peço a Deus pra não lhe ter em meus sonhos, preciso respirar um pouco, ainda imagino o dia em que olharas pra mim, pobre menina ingênua, certos sonhos nascem com a sina de nunca serem realizados;
Atirei-me de penhascos, atravessei multidões, queimei entre lençóis verdes, corajosa menina de 20 anos, mais no momento em que imagino outro corpo acalmando sua alma inquieta, vacilo, ensaio na frente do espelho não chorar, ensaio parecer não doer e fracasso ao lembrar dos beijos e abraços, dos momentos de troca, fracasso ao lembrar que apenas eu senti;
Outro copo de whisky, a carteira de cigarro esta no fim, os primeiros raios de sol tentam invadir minha janela, minha posição não é nada confortável vista de dentro, pensei em te ligar, mais não há nada pra dizer é tarde demais pra juras de amor desesperadas, que o meu silêncio deixe tudo covardemente como está;
Amanhã quando a rotina recomeçar vai encontrar essa casa bagunçada demais, terá pedaços meus em cada canto, as chaves estarão debaixo do tapete, entre leve tudo que for seu depois venda a casa pra alguém que saiba usá-la melhor que eu;
Não te preocupes estarei bem, serei sempre eu que vai contar, eu o compreendi, eu o entendi, eu o fiz feliz, eu o amo. E assim quando passares nas esquinas todos saberão seu nome, saberão o humano maravilhoso que és e saberão o quão apaixonada eu sou.
Com amor, Natália Rafaela.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O banco
Eu o vi sentado num banco olhando pro nada, seus olhos passeavam entre as pessoas, as arvores, seus olhos castanhos pairavam no nada.
Eu havia saído do trabalho naquele mesmo instante, louca pra olhar as belezas da praia, poucos tinham esse privilegio de na hora do almoço sair e da de frente com todo esse azul, mais hoje longe da correria do escritório eu imaginava o que tinha naquele olhar.
Fazia um pouco de calor, pensei por um instante que fosse chover, eu o ouvi suspirar, notei que tentava engolir o tempo, as mãos apertavam a perna, de longe sem conhecê-lo sabia que existia algo que o sufocava a alma, eu era uma jornalista e não uma psicóloga, mais algo naquele garoto, lembrava a Rafaela de 20 anos.
Quando seu celular tocou, pude notar que nada nem ninguém podia melhorar aquele momento, nunca saberei lhe explicar se ele queria que isso acontece-se, eu ouvi falar sem tirar os olhos do chão sobre uma dor, uma dor que só os adultos conheciam, falou de solidão, de rotina, citou um abismo o alguém do outro lado parecia mudo, parecia não estar ali.
Não vi uma lagrima, assim como nós adultos, aquele jovem não chora por isso, assim como nós adultos aquele jovem não arrisca pedir a mão, assim como nós adultos aquele jovem sofre sozinho, assim como nós adultos aquele jovem continua sem respirar o ar da praia que eu pensei sentir todos os dias.
Por isso estou lhe escrevendo faz anos que não podemos nos falar, o tempo nos engoliu, o tempo não nos deixa viver de verdade, assim que der prometo comprar uma passagem e ir lhe dar um abraço, estou lhe devendo um cinema e um chopp gelado, não esqueça de viver meu amigo, agora preciso voltar a trabalhar, sabe como é os adultos ainda não aprenderam a andar descalços pela beira da praia azul.
Eu havia saído do trabalho naquele mesmo instante, louca pra olhar as belezas da praia, poucos tinham esse privilegio de na hora do almoço sair e da de frente com todo esse azul, mais hoje longe da correria do escritório eu imaginava o que tinha naquele olhar.
Fazia um pouco de calor, pensei por um instante que fosse chover, eu o ouvi suspirar, notei que tentava engolir o tempo, as mãos apertavam a perna, de longe sem conhecê-lo sabia que existia algo que o sufocava a alma, eu era uma jornalista e não uma psicóloga, mais algo naquele garoto, lembrava a Rafaela de 20 anos.
Quando seu celular tocou, pude notar que nada nem ninguém podia melhorar aquele momento, nunca saberei lhe explicar se ele queria que isso acontece-se, eu ouvi falar sem tirar os olhos do chão sobre uma dor, uma dor que só os adultos conheciam, falou de solidão, de rotina, citou um abismo o alguém do outro lado parecia mudo, parecia não estar ali.
Não vi uma lagrima, assim como nós adultos, aquele jovem não chora por isso, assim como nós adultos aquele jovem não arrisca pedir a mão, assim como nós adultos aquele jovem sofre sozinho, assim como nós adultos aquele jovem continua sem respirar o ar da praia que eu pensei sentir todos os dias.
Por isso estou lhe escrevendo faz anos que não podemos nos falar, o tempo nos engoliu, o tempo não nos deixa viver de verdade, assim que der prometo comprar uma passagem e ir lhe dar um abraço, estou lhe devendo um cinema e um chopp gelado, não esqueça de viver meu amigo, agora preciso voltar a trabalhar, sabe como é os adultos ainda não aprenderam a andar descalços pela beira da praia azul.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Pensamentos 2
Não sou mulher de meias palavras, meios sentimentos, meios amigos, meias lágrimas...
Sou mulher que gosta de ter tudo por completo, quero um amor, uma dor, um amigo, um sonho, tudo por inteiro...
A minha intensidade é o ar que me faz viva...
Eu se fosse você continuava com a sua cerveja, pois essa é um tipo de bebida que nem com gelo e açucar vai se tornar mais leve.
Sou mulher que gosta de ter tudo por completo, quero um amor, uma dor, um amigo, um sonho, tudo por inteiro...
A minha intensidade é o ar que me faz viva...
Eu se fosse você continuava com a sua cerveja, pois essa é um tipo de bebida que nem com gelo e açucar vai se tornar mais leve.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Minhas figurinhas
Lembro quando os desenhos nas nuvens tinham mais graça, quando o nascer do sol sentada a uma calçada fazia algum sentido...
Lembro que fazer voz de criança e ser atrapalhada era um charme, que ser mais velha trazia um medo maravilhoso...
Lembro o por que do primeiro ser inesquecível, mesmo sendo pior que o segundo e o terceiro e...
Sentada em frente ao computador, olhe pro lado e vejo um céu escuro, nada de nuvens, estrelas, lua.. Nada, apenas uma escuridão contraditoria...
A garota de quase 20 anos, prende o choro pois precisa agir como a adulta, não me leia assim, nunca disse que sinto falta do passado, nem que ainda o vivo.
Mais quando olho pra esse álbum, enxergo as figurinhas velhas tão conservadas quanto as novas, nunca fui de me desfazer das coisas, nunca me esforcei pra apagar as lembranças.
Pode ficar tranquilo eu estou bem, mais hoje tive certeza que meus sentimentos foram os mais puros, abrir cada pacotinho e vibrei com cada nova conquista, mesmo que algumas viessem repetidas, tenho uma caixinha só pra elas, nunca fui muito fã de trocas então guardei caso fosse necessário um novo álbum...
Bem, hora da mudança, você sabe como eu odeio essa coisa de empacotar tudo, pra depois ter que desempacotar tudo de novo, algo sempre fica perdido pelo caminho, mesmo assim obrigado pela ajuda meu amigo, mais esse álbum pode deixar que eu levo na mão.
Lembro que fazer voz de criança e ser atrapalhada era um charme, que ser mais velha trazia um medo maravilhoso...
Lembro o por que do primeiro ser inesquecível, mesmo sendo pior que o segundo e o terceiro e...
Sentada em frente ao computador, olhe pro lado e vejo um céu escuro, nada de nuvens, estrelas, lua.. Nada, apenas uma escuridão contraditoria...
A garota de quase 20 anos, prende o choro pois precisa agir como a adulta, não me leia assim, nunca disse que sinto falta do passado, nem que ainda o vivo.
Mais quando olho pra esse álbum, enxergo as figurinhas velhas tão conservadas quanto as novas, nunca fui de me desfazer das coisas, nunca me esforcei pra apagar as lembranças.
Pode ficar tranquilo eu estou bem, mais hoje tive certeza que meus sentimentos foram os mais puros, abrir cada pacotinho e vibrei com cada nova conquista, mesmo que algumas viessem repetidas, tenho uma caixinha só pra elas, nunca fui muito fã de trocas então guardei caso fosse necessário um novo álbum...
Bem, hora da mudança, você sabe como eu odeio essa coisa de empacotar tudo, pra depois ter que desempacotar tudo de novo, algo sempre fica perdido pelo caminho, mesmo assim obrigado pela ajuda meu amigo, mais esse álbum pode deixar que eu levo na mão.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
pensamento 1
pequeno coração bobo
vermelho coração fraco
esqueça-o ele não quer fazê-lo pulsar
ele não quer vê-lo continuar
ahhh pequeno coração bobo...
vermelho coração fraco
esqueça-o ele não quer fazê-lo pulsar
ele não quer vê-lo continuar
ahhh pequeno coração bobo...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Por favor me deixe na cozinha, eu preparo o jantar, cansei de fast-food.
Sou um típico romântico careta, daquele que sente, escreve poema, chora ao escutar melodias, sonha com a pessoa amada, se esconde nos sentimentos, luta até perder as forças;
Somos uma espécie em extinção, somos um tipo de animalraro, somos um tipo de animal que ainda perde o seu tempo sentindo, ainda bem;
Observando as pessoas, me deparo com a verdadeira vocação pra solidão que os jovens da minha geração tem, parece ser mais bonito, parece ser mais fácil, mais prazeroso, é que nem ir a um fast-food, rápido e pratico, pra que se abalar em tentar conquistar, em se esforçar pra chamar a atenção, se você pode simplesmente tomar três doses de tequila ir até uma boate "pegar" cinco pessoas com o mínimo de esforço;
Na teoria tudo parece ser maravilhoso, então vejamos o outro lado da moeda:
A algum tempo, me deparei com um ser que era assim uma pessoa devota dos fast-foods humanos, me machuquei muito com ele, admito, mais aprendi que nem sempre o caminho mais fácil é aquele que nos fara verdadeiramente feliz no futuro;
Em contra partida conheci um cozinheiro de comidas regionais, apegado as tradições, aos temperos típicos, mais um romântico careta, aprendo todos os dias com ele a lutar por aquilo que nos faz bem, por que um dia todo o esforço valera a pena, o caminho mais complicado termina com uma linda ponte sobre um lago azul;
Tenho medo do que vai acontecer aos fast-foods daqui a uns dez anos, será um pouco tarde pra construir o primeiro muro da casa, será preciso um regime urgente, correr contra a balança;
Comer bem é comer uma quantidade necessária pra saciar a fome, se a gula fizesse bem, ela não seria um pecado capital, pense nisso.
Somos uma espécie em extinção, somos um tipo de animalraro, somos um tipo de animal que ainda perde o seu tempo sentindo, ainda bem;
Observando as pessoas, me deparo com a verdadeira vocação pra solidão que os jovens da minha geração tem, parece ser mais bonito, parece ser mais fácil, mais prazeroso, é que nem ir a um fast-food, rápido e pratico, pra que se abalar em tentar conquistar, em se esforçar pra chamar a atenção, se você pode simplesmente tomar três doses de tequila ir até uma boate "pegar" cinco pessoas com o mínimo de esforço;
Na teoria tudo parece ser maravilhoso, então vejamos o outro lado da moeda:
A algum tempo, me deparei com um ser que era assim uma pessoa devota dos fast-foods humanos, me machuquei muito com ele, admito, mais aprendi que nem sempre o caminho mais fácil é aquele que nos fara verdadeiramente feliz no futuro;
Em contra partida conheci um cozinheiro de comidas regionais, apegado as tradições, aos temperos típicos, mais um romântico careta, aprendo todos os dias com ele a lutar por aquilo que nos faz bem, por que um dia todo o esforço valera a pena, o caminho mais complicado termina com uma linda ponte sobre um lago azul;
Tenho medo do que vai acontecer aos fast-foods daqui a uns dez anos, será um pouco tarde pra construir o primeiro muro da casa, será preciso um regime urgente, correr contra a balança;
Comer bem é comer uma quantidade necessária pra saciar a fome, se a gula fizesse bem, ela não seria um pecado capital, pense nisso.
Então pule.
Ele gritava pra que eu pulasse, que me jogasse de vez, sem esperar, sem pensar;
Minhas pernas haviam se fixado ao chão, minha cabeça havia se fixado ao chão, tudo parecia fixar-se;
Eu olhava pra baixo ele tinha os braços estendidos, sua voz parecia cada vez mais distante "Eiiii" eu gritava, "precisamos trocar de lugar, é você que tem que se jogar e não eu", ele parecia não ouvir, mais sorria, cruelmente sorria;
Pedi um tempo, ele abaixou os braços, procurou um cigarro no bolso e riu quando se lembrou que a algum tempo havia parado de fumar, catou umas pedras no chão, ficou jogando-as contra o nada, esperava;
Eu me sentei, coloquei a cabeça entre as pernas, pedi por lágrimas,clamei por respostas, praguejei o tempo, os pés estavam entrando dentro da terra, a coragem ia se esvaindo do meu ser, o pânico tomara conta de tudo;
Rastejei até a ponta do precipício, ele encostara a cabeça numa pedra e deitado admirava o céu azul sem nuvens, "e se eu me machucar?" num susto ele voltou a si, "eu estou aqui embaixo, lembra? nada vai acontecer" "tenho medo, de que pisques os olhos na hora da minha queda", "confie em mim meu anjo, confie em mim";
E como num passe de mágica, toda as raízes que prendiam meu ser ao chão se partiram e eu fui, fui de olhos fechados pra sentir o vento;
E quando abrir os olhos, eu estava de pé, com os braços abertos, então gritei, "Eiiii, pula, se joga de uma vez, não pensa, eu estou aqui embaixo,confia em mim"...
Minhas pernas haviam se fixado ao chão, minha cabeça havia se fixado ao chão, tudo parecia fixar-se;
Eu olhava pra baixo ele tinha os braços estendidos, sua voz parecia cada vez mais distante "Eiiii" eu gritava, "precisamos trocar de lugar, é você que tem que se jogar e não eu", ele parecia não ouvir, mais sorria, cruelmente sorria;
Pedi um tempo, ele abaixou os braços, procurou um cigarro no bolso e riu quando se lembrou que a algum tempo havia parado de fumar, catou umas pedras no chão, ficou jogando-as contra o nada, esperava;
Eu me sentei, coloquei a cabeça entre as pernas, pedi por lágrimas,clamei por respostas, praguejei o tempo, os pés estavam entrando dentro da terra, a coragem ia se esvaindo do meu ser, o pânico tomara conta de tudo;
Rastejei até a ponta do precipício, ele encostara a cabeça numa pedra e deitado admirava o céu azul sem nuvens, "e se eu me machucar?" num susto ele voltou a si, "eu estou aqui embaixo, lembra? nada vai acontecer" "tenho medo, de que pisques os olhos na hora da minha queda", "confie em mim meu anjo, confie em mim";
E como num passe de mágica, toda as raízes que prendiam meu ser ao chão se partiram e eu fui, fui de olhos fechados pra sentir o vento;
E quando abrir os olhos, eu estava de pé, com os braços abertos, então gritei, "Eiiii, pula, se joga de uma vez, não pensa, eu estou aqui embaixo,confia em mim"...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pra um bom entendedor
-Acho que se eu te explicar você vai entender.
-Acho que se você me explicar, você vai entender.
-É que eu nunca sei o que falar, minhas mãos procuram a dele mais tremem quando chegam perto, os pequenos sinais de sua presença me arrepia todo o corpo, suas dores e dissabores me fazem chorar por não poder ajudar, seus beijos me traz uma mistura de alegria e plenitude, seus carinhos e proteção me faz segura, sua amizade e confiança faz de mim alguém acompanhado pro resto da vida, suas brincadeiras me faz ver que o bom de ser adulto é continuar levando um pouco da criança, entendeu?
-Amigo e amor, isso é bom, é bem raro de se encontrar por essas bandas, mais é complicado sabe, acho que devo ter alguma solução pra isso sim.
-Vai adiantar? Não sei bem o que fazer com isso, tenho medo de derrubar, de quebrar, parece ser tão frágil olhando assim de longe, mais chegue mais perto, estude-o bem ele é feito de um material bem resistente, não se abala com nada, fogo, água, bomba, no começo incomodou bastante e agora parece que se adaptou a mim, tem o meu tamanho exato.
-Eu já tive um desses também, por sinal ainda mora la em casa, não soube me desfazer, acho que pra falar a verdade eu nem quis, quando eu vi, apareceu mais um, a soma dos dois.
-Verei o que fazer com o meu, acho que vou colocá-lo na estante da sala, gosto de olhar pra ele, recentemente ele aprendeu a falar, fascinante, fascinante, crescendo diante dos meus olhos, vou deixa-lo onde está vai ser difícil sem ele.
-Acho que se você me explicar, você vai entender.
-É que eu nunca sei o que falar, minhas mãos procuram a dele mais tremem quando chegam perto, os pequenos sinais de sua presença me arrepia todo o corpo, suas dores e dissabores me fazem chorar por não poder ajudar, seus beijos me traz uma mistura de alegria e plenitude, seus carinhos e proteção me faz segura, sua amizade e confiança faz de mim alguém acompanhado pro resto da vida, suas brincadeiras me faz ver que o bom de ser adulto é continuar levando um pouco da criança, entendeu?
-Amigo e amor, isso é bom, é bem raro de se encontrar por essas bandas, mais é complicado sabe, acho que devo ter alguma solução pra isso sim.
-Vai adiantar? Não sei bem o que fazer com isso, tenho medo de derrubar, de quebrar, parece ser tão frágil olhando assim de longe, mais chegue mais perto, estude-o bem ele é feito de um material bem resistente, não se abala com nada, fogo, água, bomba, no começo incomodou bastante e agora parece que se adaptou a mim, tem o meu tamanho exato.
-Eu já tive um desses também, por sinal ainda mora la em casa, não soube me desfazer, acho que pra falar a verdade eu nem quis, quando eu vi, apareceu mais um, a soma dos dois.
-Verei o que fazer com o meu, acho que vou colocá-lo na estante da sala, gosto de olhar pra ele, recentemente ele aprendeu a falar, fascinante, fascinante, crescendo diante dos meus olhos, vou deixa-lo onde está vai ser difícil sem ele.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Prove
Palavras não ditas nunca significam idéias não tidas.
Feridas abertas sempre fecham e viram belas cicatrizes. Não tem uma?! Faça-a!
Nem sempre a dor é de um, pode também ser de dois.
Eu desconfio que haja sentido na desconfiança. Se não houver, então desconfie do sentido.
Que bons ventos levem embora os boatos e tragam de volta boas verdades.
Ilusões possuem outro nome aos olhos dos apaixonados: mágica!
Quem não arrisca não aproveita os melhores momentos da vida. Aposte nisso!!!
Falta de apetite é excesso de amor... ame mais, coma menos... Regime sublime e doce. Doce regime sublime. Esse açúcar não engorda, adoça.
Só vivemos a noite quando estamos acordados. Só sabemos o que é amor quando amamos. Ame o ano todo - Durma bem o resto da vida.
O melhor é saber que estivemos juntos nos lindos sonhos.
Ser inteligente é ser simples. Eu sei escrever frases inteiras.
Menino velho, velho menino - outros sentimentos, velhas sensações...
Eu não brilho, apenas reflito o seu. Ainda não percebeu?! Abra os olhos, não se ofusque.
Em quantas camas deitei, assim, por acaso!? Maluco vilão?! Não, não... esse não sou eu.
Eu tenho um par de óculos de grau arranhados, um boné velho, blusas pretas, jeans sujo e um tênis surrado. Sou só isso e nada mais por fora.
Você é um grão de areia na minha praia. Minha praia de grãos de você. Quanta areia... Quanta 'você' pro meu carrinho-de-mão...
Às vezes ser o mundo de alguém dá medo. Pior é quando descobrem quem são meu universo.
Os mais doces venenos são aqueles que nos matam para a insensibilidade e nos fazem renascer repletos de amor. Mate-me mais algumas vezes. Eu imploro...
É tão bom fazer você perceber que você é maior e mais forte do que você acreditava ser. É tão bom abrir teu coração como abro teus olhos, com um simples sorriso...
Quanto mais lento o tempo for, mais tempo eu passo ao seu lado. Então, que o tempo pare!
Seu coração não tem tamanho - ele é infinito como nós...
Ser uma pessoa especial não se comparará jamais a um casal especial... Já pensou nisso?!
Quando, quem ama, procura atestar sua independência no ódio, apenas atesta, novamente, sua dependência no amor.
Não jure, prove! Não espere palavras pois não as tenho. O que não sabes não passa de mero fragmento do que você pode saber. O que achas saber é maior do que o que não sabes. Você sabe o que sente, sabemos o que sentimos. Isso, por si só, é mais do que suficiente pra se saber que não devemos deixar que saibam sobre nós. Sabemos o necessário para nossa cumplicidade nesse crime mais que perfeito. Nosso crime, esse 'só nosso', por vezes, não quer esperas por ligações, eu sei, mas sei também que as migalhas e os restos sempre nos interessam, nos saciam a fome, nos encantam. Eu gosto deles também. Na matemática, alcançar e 'tocar' em certos limites 'danifica' a função, nos trás valores errados ou incompreensíveis. O melhor mesmo para obtermos resultados é chegar bem perto, mas nunca tocar pra não estragar a magia. Só chegar perto o suficiente para vermos a mágica acontecer, para que possamos senti-la. Como eu disse, não jure, prove! E há interesse, ele é nosso, mas o momento nós educa, nos prepara pra isso. O tempo nos colocará no mesmo compasso, pode esperar. Já não erro tantos passos, já não pisas tanto nos meus pés. Estamos melhorando. É a nossa música, nossa dança! E esse seu vestido azul está lindo, minha Pretinha...
Não é preciso ter coragem, é preciso saber sentir... Isso é muito mais fácil.
Baiacu
Feridas abertas sempre fecham e viram belas cicatrizes. Não tem uma?! Faça-a!
Nem sempre a dor é de um, pode também ser de dois.
Eu desconfio que haja sentido na desconfiança. Se não houver, então desconfie do sentido.
Que bons ventos levem embora os boatos e tragam de volta boas verdades.
Ilusões possuem outro nome aos olhos dos apaixonados: mágica!
Quem não arrisca não aproveita os melhores momentos da vida. Aposte nisso!!!
Falta de apetite é excesso de amor... ame mais, coma menos... Regime sublime e doce. Doce regime sublime. Esse açúcar não engorda, adoça.
Só vivemos a noite quando estamos acordados. Só sabemos o que é amor quando amamos. Ame o ano todo - Durma bem o resto da vida.
O melhor é saber que estivemos juntos nos lindos sonhos.
Ser inteligente é ser simples. Eu sei escrever frases inteiras.
Menino velho, velho menino - outros sentimentos, velhas sensações...
Eu não brilho, apenas reflito o seu. Ainda não percebeu?! Abra os olhos, não se ofusque.
Em quantas camas deitei, assim, por acaso!? Maluco vilão?! Não, não... esse não sou eu.
Eu tenho um par de óculos de grau arranhados, um boné velho, blusas pretas, jeans sujo e um tênis surrado. Sou só isso e nada mais por fora.
Você é um grão de areia na minha praia. Minha praia de grãos de você. Quanta areia... Quanta 'você' pro meu carrinho-de-mão...
Às vezes ser o mundo de alguém dá medo. Pior é quando descobrem quem são meu universo.
Os mais doces venenos são aqueles que nos matam para a insensibilidade e nos fazem renascer repletos de amor. Mate-me mais algumas vezes. Eu imploro...
É tão bom fazer você perceber que você é maior e mais forte do que você acreditava ser. É tão bom abrir teu coração como abro teus olhos, com um simples sorriso...
Quanto mais lento o tempo for, mais tempo eu passo ao seu lado. Então, que o tempo pare!
Seu coração não tem tamanho - ele é infinito como nós...
Ser uma pessoa especial não se comparará jamais a um casal especial... Já pensou nisso?!
Quando, quem ama, procura atestar sua independência no ódio, apenas atesta, novamente, sua dependência no amor.
Não jure, prove! Não espere palavras pois não as tenho. O que não sabes não passa de mero fragmento do que você pode saber. O que achas saber é maior do que o que não sabes. Você sabe o que sente, sabemos o que sentimos. Isso, por si só, é mais do que suficiente pra se saber que não devemos deixar que saibam sobre nós. Sabemos o necessário para nossa cumplicidade nesse crime mais que perfeito. Nosso crime, esse 'só nosso', por vezes, não quer esperas por ligações, eu sei, mas sei também que as migalhas e os restos sempre nos interessam, nos saciam a fome, nos encantam. Eu gosto deles também. Na matemática, alcançar e 'tocar' em certos limites 'danifica' a função, nos trás valores errados ou incompreensíveis. O melhor mesmo para obtermos resultados é chegar bem perto, mas nunca tocar pra não estragar a magia. Só chegar perto o suficiente para vermos a mágica acontecer, para que possamos senti-la. Como eu disse, não jure, prove! E há interesse, ele é nosso, mas o momento nós educa, nos prepara pra isso. O tempo nos colocará no mesmo compasso, pode esperar. Já não erro tantos passos, já não pisas tanto nos meus pés. Estamos melhorando. É a nossa música, nossa dança! E esse seu vestido azul está lindo, minha Pretinha...
Não é preciso ter coragem, é preciso saber sentir... Isso é muito mais fácil.
Baiacu
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eu sai de casa, cansada, com pouco dinheiro, mais por algum motivo
hoje eu queria encontra-lo, hoje eu queria dar um abraço e sentir o perfume bom que ele tem, hoje eu queria rir das suas piadas...
Eu fui, não fiz o certo, era um mar de pessoas, desesperadas, felizes, bebadas,perdidas e solitárias como eu, encontrei alguns amigos, tomei uma, duas, três, quatro cervejas e nada, a carteira de cigarro estava na metade, a noite estava na metade.
Corri os olhos em todos os bares, procurei casais, grupos nada que lembra-se ele...
Pensei em voltar, em esperar, sentei um pouco, madrugada quente, cabeça cheia, o que eu estava fazendo ali?
Eu sem credito, ele também, esperava mais um milagre, ele surgir entre as cabeças, ele passar levitando com os pes no chão, ele passar de mãos dadas com outra pessoa, ele passar, era tudo que eu queria, vê-lo passar...
O tempo corria numa velocidade alucinante, uma vontade de chorar contraia o peito, mais um cigarro, a solidão de um lugar tão cheio é pior que a solidão de um lugar vazio...
Então desisti, peguei um táxi e voltei lembrando dos seus olhos castanhos, amanhã quem sabe ou depois, ele é uma boa pessoa, deve ter desaparecido pra ser feliz.
hoje eu queria encontra-lo, hoje eu queria dar um abraço e sentir o perfume bom que ele tem, hoje eu queria rir das suas piadas...
Eu fui, não fiz o certo, era um mar de pessoas, desesperadas, felizes, bebadas,perdidas e solitárias como eu, encontrei alguns amigos, tomei uma, duas, três, quatro cervejas e nada, a carteira de cigarro estava na metade, a noite estava na metade.
Corri os olhos em todos os bares, procurei casais, grupos nada que lembra-se ele...
Pensei em voltar, em esperar, sentei um pouco, madrugada quente, cabeça cheia, o que eu estava fazendo ali?
Eu sem credito, ele também, esperava mais um milagre, ele surgir entre as cabeças, ele passar levitando com os pes no chão, ele passar de mãos dadas com outra pessoa, ele passar, era tudo que eu queria, vê-lo passar...
O tempo corria numa velocidade alucinante, uma vontade de chorar contraia o peito, mais um cigarro, a solidão de um lugar tão cheio é pior que a solidão de um lugar vazio...
Então desisti, peguei um táxi e voltei lembrando dos seus olhos castanhos, amanhã quem sabe ou depois, ele é uma boa pessoa, deve ter desaparecido pra ser feliz.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Preciso de Você
Eu perguntei se você iria, não por que eu queria que você fosse...
Pelo contrario eu espero que você não vá, que surja novos convites, novos amigos,
não preciso enxergar seus olhos, não quero sentir a textura do teu corpo
quando sem querer toca o meu...
Preciso de você longe, pra que não sinta seu perfume, pra que não identifique seus passos rápidos...
Preciso de você longe pra respirar meu próprio ar, pra ouvir minhas próprias idéias, pra sentir os meus desejos...
Preciso de você longe pra errar as músicas, pra esquecer das piadas, pra não ser tão madura...
Preciso de você longe pra seduzir pra mim, pra beijar pro nada...
Preciso de você longe pra que o sentimento volte a ser razão e que nada mude...
Preciso de você longe pra poder chorar com a cabeça entre as minhas pernas...
Mais escute, por favor, não vá pra sempre, volte amanhã, é sempre bom deitar no teu colo, enquanto fala qualquer doce bobagem...
Volte amanhã, não quero lhe perder pro tempo, não quero lhe perder pro mundo, já basta toda a minha covardia silenciosa que fez eu lhe perder pra mim.
Pelo contrario eu espero que você não vá, que surja novos convites, novos amigos,
não preciso enxergar seus olhos, não quero sentir a textura do teu corpo
quando sem querer toca o meu...
Preciso de você longe, pra que não sinta seu perfume, pra que não identifique seus passos rápidos...
Preciso de você longe pra respirar meu próprio ar, pra ouvir minhas próprias idéias, pra sentir os meus desejos...
Preciso de você longe pra errar as músicas, pra esquecer das piadas, pra não ser tão madura...
Preciso de você longe pra seduzir pra mim, pra beijar pro nada...
Preciso de você longe pra que o sentimento volte a ser razão e que nada mude...
Preciso de você longe pra poder chorar com a cabeça entre as minhas pernas...
Mais escute, por favor, não vá pra sempre, volte amanhã, é sempre bom deitar no teu colo, enquanto fala qualquer doce bobagem...
Volte amanhã, não quero lhe perder pro tempo, não quero lhe perder pro mundo, já basta toda a minha covardia silenciosa que fez eu lhe perder pra mim.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Aquela Felicidade
Ando bem tranquila, costumo passear pela linha amarela do meio fio, brincar de equilibrista;
Gosto do verão, do sol em especial, me sinto mais viva, da mais vontade de sorrir e dançar;
Sim, tenho problemas, frustrações, traumas, medos, mais estou em paz, de coração bem leve, como se alma se iluminasse, acho que por isso ando sorrindo tanto sozinha;
Aprendi a viver os momentos, construir neles, fazer que o mundo gire mais devagar e que quem estiver ao meu lado dance ao redor dele;
Proteger as pessoas que amo, mostrar a elas todos os dias o quanto são importantes pra mim, criar pra elas a mais bela canção;
Não que eu viva de utopia, mas por que se preocupar tanto com o atraso de alguém, com a chuva sem aviso, com o trabalho e esquecer-se do casal apaixonado na praça, das flores cada vez mais coloridas, da lua banhando o mar;
Eu quero sentir mais, viver mais, ser mais, ensinar mais, amar mais... Quero dar a mão e meu abraço, quero criar meus filhos, quero ser feliz;
É isso! Ser feliz, sem a inveja de ninguém, sem competir, quero continuar sendo feliz por ser eu.
Natália Rafaela
Gosto do verão, do sol em especial, me sinto mais viva, da mais vontade de sorrir e dançar;
Sim, tenho problemas, frustrações, traumas, medos, mais estou em paz, de coração bem leve, como se alma se iluminasse, acho que por isso ando sorrindo tanto sozinha;
Aprendi a viver os momentos, construir neles, fazer que o mundo gire mais devagar e que quem estiver ao meu lado dance ao redor dele;
Proteger as pessoas que amo, mostrar a elas todos os dias o quanto são importantes pra mim, criar pra elas a mais bela canção;
Não que eu viva de utopia, mas por que se preocupar tanto com o atraso de alguém, com a chuva sem aviso, com o trabalho e esquecer-se do casal apaixonado na praça, das flores cada vez mais coloridas, da lua banhando o mar;
Eu quero sentir mais, viver mais, ser mais, ensinar mais, amar mais... Quero dar a mão e meu abraço, quero criar meus filhos, quero ser feliz;
É isso! Ser feliz, sem a inveja de ninguém, sem competir, quero continuar sendo feliz por ser eu.
Natália Rafaela
terça-feira, 19 de outubro de 2010
E a historia se repete.
A algumas semanas estava num bar com um grupo e avistei um casal de amigos, que até onde eu sabia já estava separado a um bom tempo, pois bem me aproximei dele e como de costume fiz uma brincadeira na cabeça da mocinha que se virou não tão contente com a confusão, era outra, muito parecida com aquela, mais era outra.
Passado o constrangimento, voltei a minha mesa, pedi mais uma cerveja, acendi um cigarro e fiquei pensando: por que quando saímos de uma relação da qual gostamos da pessoa, procuramos outras muito parecidas com aquela?
Joguei a minha aflição na mesa e esperei respostas simples, nada, argumentos, jogaram a culpa na minha bebida, na coincidência, não durou mais de uma hora esse pequeno conflito, voltei pra casa, dormi e só agora estou tentando encontrar uma resposta.
Eu já fiz isso, acho que sem querer ainda faço, não me culpem, só vim notar agora e é tudo bem sutil eu juro, ou é o andar, ou a vestimenta, mais na maioria das vezes é o jeito de se portar, eu sou horrível, eu sei;
Tenho um amigo que quando lê esse pequeno texto, vai se identificar e querer me matar logo em seguida, ele hoje anda encantado por uma menina que lembra muito um amor do passado, e é incrível que até a situação é parecida. Coincidência? Destino? Acaso? De fato nem ele vai saber responder:
Acho que essa seja uma questão simples pra muita gente, lógico que há pessoas que exageram e arrumam clones pra desfilar por ai é quando tudo se torna ridículo, fica forçado, dessa forma admite-se que não quer e não pode esquecer aquela pessoa;
Posso passar horas aqui e encontrar varias respostas como, ingenuidade, proteção, brincadeira... Mais sei que todas elas levam ao medo, sim, sim, o medo, aquele gênio da lâmpada mágica que se não tiver cuidado ao escolher os seus desejos, eles podem ser mal interpretados;
O medo nos leva a não arriscar, nos leva a sentar na cadeira do papai, esticar as pernas e acomodar-se. Com isso se perde toda a mágica do novo, novos sorrisos, novas bocas, novas cores, novos lugares, inovar é preciso o que não se deve é ficar preso a um passado que pode ter sido maravilhoso, mais que é passado.
Natália Rafaela
Passado o constrangimento, voltei a minha mesa, pedi mais uma cerveja, acendi um cigarro e fiquei pensando: por que quando saímos de uma relação da qual gostamos da pessoa, procuramos outras muito parecidas com aquela?
Joguei a minha aflição na mesa e esperei respostas simples, nada, argumentos, jogaram a culpa na minha bebida, na coincidência, não durou mais de uma hora esse pequeno conflito, voltei pra casa, dormi e só agora estou tentando encontrar uma resposta.
Eu já fiz isso, acho que sem querer ainda faço, não me culpem, só vim notar agora e é tudo bem sutil eu juro, ou é o andar, ou a vestimenta, mais na maioria das vezes é o jeito de se portar, eu sou horrível, eu sei;
Tenho um amigo que quando lê esse pequeno texto, vai se identificar e querer me matar logo em seguida, ele hoje anda encantado por uma menina que lembra muito um amor do passado, e é incrível que até a situação é parecida. Coincidência? Destino? Acaso? De fato nem ele vai saber responder:
Acho que essa seja uma questão simples pra muita gente, lógico que há pessoas que exageram e arrumam clones pra desfilar por ai é quando tudo se torna ridículo, fica forçado, dessa forma admite-se que não quer e não pode esquecer aquela pessoa;
Posso passar horas aqui e encontrar varias respostas como, ingenuidade, proteção, brincadeira... Mais sei que todas elas levam ao medo, sim, sim, o medo, aquele gênio da lâmpada mágica que se não tiver cuidado ao escolher os seus desejos, eles podem ser mal interpretados;
O medo nos leva a não arriscar, nos leva a sentar na cadeira do papai, esticar as pernas e acomodar-se. Com isso se perde toda a mágica do novo, novos sorrisos, novas bocas, novas cores, novos lugares, inovar é preciso o que não se deve é ficar preso a um passado que pode ter sido maravilhoso, mais que é passado.
Natália Rafaela
sábado, 16 de outubro de 2010
A paz dos meus 18 anos.
Da primeira vez que eu o vi, tinha acabado de completar 18 anos
ele usava uma blusa preta, bermuda e havaianas, tinha os cabelos longos e cacheados
presos, fumava, bem comunicativo, no primeiro instante não senti absolutamente
nada, era como conhecer mais um amigo de Giu.
Marcamos de ir a um bar, fomos pra casa, banho, ele agora usava uma regata cinza, ainda de bermuda e sandália, os cabelos soltos, não o vi, simplesmente não o vi.
Entre conversas, uma mistura de sotaques, eu pernambucana, ele carioca, notei
que ele tinha um sorriso doce, uma inteligência extraordinária, dessa vez
eu enxerguei além daqueles olhos mel, reconheci o ser.
O primeiro beijo, foi anunciado por mensagem de texto, não sabia nem como me comportar,
lembro da sua mão em minha cintura, e daquele beijo doce, que fazia o corpo inteiro levitar, nunca antes havia provado um beijo que despertasse todos os sentidos.
Abraçados ali, rimos como duas crianças bobas, que acabam de fazer uma trela, estávamos plenos.
A noite parecia infinita, longe do bar, caminhávamos pelas ruas, tentando encontrar pessoas, nenhum bar aberto, nada, nada, tomávamos uma Antártica quente, fazia um calor tremendo aquela noite, voltamos pra casa, ele havia deixado o carro longe e resolveu pegar depois, eu e giu caminhávamos com ele, na despedida ela foi primeiro, eu fiquei, prometi não demorar, queria descobrir mais.
Sentamos na calçada em frente ao prédio,e falamos, nada de beijos, de abraços, falamos, paixões por cinema, música, filosofia, jogos de rpg, discordamos sobre cores, julgamos o mundo, em alguns momentos olhamos as estrelas, surgiram elogios e pedidos de nunca partir, ás 8 da manhã, ele me deixou no portão do prédio, o sono venceu nossa vontade de continuar ali sentados, enquanto subia a escada, sentia a leveza, sentia o coração acelerado.
No outro dia sai de Irajá, pegamos um metro e ficamos numa praça, me despedi de alguns amigos, era hora de voltar pra casa, dançamos, rimos, passamos juntos aquela noite a única que tivemos, um desejo de não ir, de ficar pra sempre naqueles braços, de sentir pra sempre aquele cheiro bom.
Dentro do avião, senti uma dor, que me fez chorar muito, uma parte tinha ficado, uma parte nunca voltaria, era ele.
Hoje depois de quase 2 anos, eu sinto o sentimento mais puro que um ser pode sentir e quem quiser que duvide de minhas palavras e quem quiser que não ligue, não importa, um dia estaremos juntos de novo, um dia sentirei a paz dos meus 18 anos.
ele usava uma blusa preta, bermuda e havaianas, tinha os cabelos longos e cacheados
presos, fumava, bem comunicativo, no primeiro instante não senti absolutamente
nada, era como conhecer mais um amigo de Giu.
Marcamos de ir a um bar, fomos pra casa, banho, ele agora usava uma regata cinza, ainda de bermuda e sandália, os cabelos soltos, não o vi, simplesmente não o vi.
Entre conversas, uma mistura de sotaques, eu pernambucana, ele carioca, notei
que ele tinha um sorriso doce, uma inteligência extraordinária, dessa vez
eu enxerguei além daqueles olhos mel, reconheci o ser.
O primeiro beijo, foi anunciado por mensagem de texto, não sabia nem como me comportar,
lembro da sua mão em minha cintura, e daquele beijo doce, que fazia o corpo inteiro levitar, nunca antes havia provado um beijo que despertasse todos os sentidos.
Abraçados ali, rimos como duas crianças bobas, que acabam de fazer uma trela, estávamos plenos.
A noite parecia infinita, longe do bar, caminhávamos pelas ruas, tentando encontrar pessoas, nenhum bar aberto, nada, nada, tomávamos uma Antártica quente, fazia um calor tremendo aquela noite, voltamos pra casa, ele havia deixado o carro longe e resolveu pegar depois, eu e giu caminhávamos com ele, na despedida ela foi primeiro, eu fiquei, prometi não demorar, queria descobrir mais.
Sentamos na calçada em frente ao prédio,e falamos, nada de beijos, de abraços, falamos, paixões por cinema, música, filosofia, jogos de rpg, discordamos sobre cores, julgamos o mundo, em alguns momentos olhamos as estrelas, surgiram elogios e pedidos de nunca partir, ás 8 da manhã, ele me deixou no portão do prédio, o sono venceu nossa vontade de continuar ali sentados, enquanto subia a escada, sentia a leveza, sentia o coração acelerado.
No outro dia sai de Irajá, pegamos um metro e ficamos numa praça, me despedi de alguns amigos, era hora de voltar pra casa, dançamos, rimos, passamos juntos aquela noite a única que tivemos, um desejo de não ir, de ficar pra sempre naqueles braços, de sentir pra sempre aquele cheiro bom.
Dentro do avião, senti uma dor, que me fez chorar muito, uma parte tinha ficado, uma parte nunca voltaria, era ele.
Hoje depois de quase 2 anos, eu sinto o sentimento mais puro que um ser pode sentir e quem quiser que duvide de minhas palavras e quem quiser que não ligue, não importa, um dia estaremos juntos de novo, um dia sentirei a paz dos meus 18 anos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Lençóis.
Os lençóis da cama estavam quentes, assim como meu corpo, assim como as lembranças...
Os dedos passeavam pela boca, pelos seios, pela barriga, entre as pernas...
A cada movimento os olhos lentamente se fechavam, o mundo se cobria de cores fortes, a falta de ar embriagava os sentidos...
As mãos apertavam com força, os pes se torciam confusos, o corpo empinava-se e voltava a cada nova situação...
Tudo torna-se confortável, banheiro, quarto, sala, chão...
Parar? Não agora, não me faça pensar, só preciso saber, só quero sentir passear, entrar, sair, brincar...
A voz é rouca, as frases são curtas, o momento esta propicio a todo e qualquer movimento...
Use de todo o dom, não se preocupe, não vou ligar, quero lhe vê ali, deitado entre os lençóis verdes e quentes do meu quarto, da minha memória.
Os dedos passeavam pela boca, pelos seios, pela barriga, entre as pernas...
A cada movimento os olhos lentamente se fechavam, o mundo se cobria de cores fortes, a falta de ar embriagava os sentidos...
As mãos apertavam com força, os pes se torciam confusos, o corpo empinava-se e voltava a cada nova situação...
Tudo torna-se confortável, banheiro, quarto, sala, chão...
Parar? Não agora, não me faça pensar, só preciso saber, só quero sentir passear, entrar, sair, brincar...
A voz é rouca, as frases são curtas, o momento esta propicio a todo e qualquer movimento...
Use de todo o dom, não se preocupe, não vou ligar, quero lhe vê ali, deitado entre os lençóis verdes e quentes do meu quarto, da minha memória.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Digamos.
Digamos que eu sinta, que eu queira, que eu me encante...
Digamos que eu tenha medo, que arriscar pode ser o fim, que eu vá levando assim...
Digamos que eu finja mal, que você já tenha notado, que é tudo bem engraçado...
Digamos que vai passar, que jaja aparece alguém, que tudo vai voltar a ser o que era...
Digamos que eu me ache boba, que eu me ache nova, que ache tudo deve vim no seu tempo...
Digamos que eu esteja pronta, que eu queira muito, que eu arrisque tudo...
Digamos que eu possa, que você também queira, que tudo vá da certo...
Digamos que...
Digamos que eu tenha medo, que arriscar pode ser o fim, que eu vá levando assim...
Digamos que eu finja mal, que você já tenha notado, que é tudo bem engraçado...
Digamos que vai passar, que jaja aparece alguém, que tudo vai voltar a ser o que era...
Digamos que eu me ache boba, que eu me ache nova, que ache tudo deve vim no seu tempo...
Digamos que eu esteja pronta, que eu queira muito, que eu arrisque tudo...
Digamos que eu possa, que você também queira, que tudo vá da certo...
Digamos que...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
CHOCOLATE BRANCO
Olhe bem, quero lhe contar uma pequena historia, sobre certo alguém que eu conheci a alguns anos;
Poderia lhe falar sobre seus amores, dissabores, aventuras e dramas, mais tudo isso já foi dito por outros, minha meta é criá-lo pra você a partir do que ele é pra mim;
Nem lembro bem como tudo começou, nem sei se vai ter fim, mais o meio que liga esses dois pontos é ainda claro na minha mente;
Um ser cativante, um ser belo e acima de tudo um ser que desperta curiosidade, confesso em alguns momentos ter raiva dele por isso;
Nas situações mais tristes que foram poucas, eu encontrei a serenidade de um homem maduro que esta mais disposto a ouvir do que falar, fazendo com que a própria pessoa encontre a saída, mais isso é por que ele já tem 32 anos;
Os momentos felizes é regado por leveza e simplicidade, nessas horas eu encontro a criança, o adolescente, o bobo da corte, o humano que ilumina tudo e todos, sem pensar no amanhã, ele vive o momento por completo, sem ter medo do que vão achar por ele ser ele;
Admito que a principio meu desejo era ver de cima e não de dentro, mas as vezes deixamos de fazer ou falar algo por receio, então me desprendo do metódico e confesso o quão importante é lhe mostrar agora as linhas que montam essa pessoa;
Passaria dias enumerando qualidades e tentando entender os defeitos, conheço o seu poder de percepção mais mesmo assim, de nada adiantaria, pois nada que eu fale será igual ao que sinto ou ao que eu vejo;
Pois bem meu caro não quero tomar mais a sua atenção, mais faça um último favor a esse velho amigo, se o encontrar em algumas dessas esquinas, lhe mostre esse rabisco e fale da minha saudade e admiração, melhor que todos ele vai entender.
Natália Rafaela.
Poderia lhe falar sobre seus amores, dissabores, aventuras e dramas, mais tudo isso já foi dito por outros, minha meta é criá-lo pra você a partir do que ele é pra mim;
Nem lembro bem como tudo começou, nem sei se vai ter fim, mais o meio que liga esses dois pontos é ainda claro na minha mente;
Um ser cativante, um ser belo e acima de tudo um ser que desperta curiosidade, confesso em alguns momentos ter raiva dele por isso;
Nas situações mais tristes que foram poucas, eu encontrei a serenidade de um homem maduro que esta mais disposto a ouvir do que falar, fazendo com que a própria pessoa encontre a saída, mais isso é por que ele já tem 32 anos;
Os momentos felizes é regado por leveza e simplicidade, nessas horas eu encontro a criança, o adolescente, o bobo da corte, o humano que ilumina tudo e todos, sem pensar no amanhã, ele vive o momento por completo, sem ter medo do que vão achar por ele ser ele;
Admito que a principio meu desejo era ver de cima e não de dentro, mas as vezes deixamos de fazer ou falar algo por receio, então me desprendo do metódico e confesso o quão importante é lhe mostrar agora as linhas que montam essa pessoa;
Passaria dias enumerando qualidades e tentando entender os defeitos, conheço o seu poder de percepção mais mesmo assim, de nada adiantaria, pois nada que eu fale será igual ao que sinto ou ao que eu vejo;
Pois bem meu caro não quero tomar mais a sua atenção, mais faça um último favor a esse velho amigo, se o encontrar em algumas dessas esquinas, lhe mostre esse rabisco e fale da minha saudade e admiração, melhor que todos ele vai entender.
Natália Rafaela.
Assinar:
Postagens (Atom)